Exclusivo – 29 meses depois, José Castelo Branco reencontra Betty Grafstein em tribunal nesta terça-feira

Desde finais de Abril de 2024 que marido e mulher não se vêem. Na manhã deste 29 de Setembro, o Conde e a esposa vão poder “matar saudades” através de uma videochamada.
É o momento mais esperado de todo este escândalo de alegada violência doméstica. Finalmente, chegou o dia em que José Castelo Branco e Betty Grafstein estarão no mesmo espaço, mesmo que seja através de um ecrã.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
A mãe de Roger Basile vai testemunhar na terceira sessão do julgamento, marcada para esta terça-feira, 29 de Setembro, a partir das nove e meia da manhã, no Tribunal Criminal de Cascais.
Leia também: Pela primeira vez em 18 anos, Cristiano Ronaldo fica no banco, e nem entra e já dizem “já não é intocável”
À semelhança do que aconteceu há uma semana, José Castelo Branco estará presente por videoconferência, mas apenas com direito a assistir ao desenrolar do que for acontecendo ao longo da audiência.
Para além da queixosa, e seguindo a ordem do que está agendado, Marcella Fernandes – que faltou na última sessão por alegadamente estar internada no Hospital de Santa Maria – David Motta, filho de Maria das Dores, e o colunista social Abel Dias, todos contra o réu, deverão prestar o depoimento com a sua versão dos factos. Marcella Fernandes começou por surgir como melhor amiga de José, depois terá ficado com as malas deste onde estariam todos os pertences, e mais tarde, após a visita de Roger Basile, o filho de Betty a Portugal, figura como principal apoiante da idosa internada na clínica Mary Manning Walsh, mais concretamente na Arch at Mary Manning Walsh Nursing & Rehabilitation Center, em Nova Iorque.
Leia também: Nuno Albuquerque Gaspar: Morreu aos 38 anos e deixa D. Duarte Pio de luto profundo
A “manobra” da defesa, dos advogados de José Castelo Branco, Pedro Nogueira Simões e Fernando José Pires, será inquirir as testemunhas acerca da veracidade do que alegam, nomeadamente “se viram, se presenciaram ou se apenas ouviram dizer”.
No dia 20 de abril de 2024, Betty Grafstein (então com 95 anos) deu entrada no Hospital CUF Cascais com uma fratura no fémur direito e ferimentos nos braços, resultantes de uma alegada queda.
Já no hospital, a joalheira norte-americana relatou a vários profissionais de saúde que tinha sido empurrada pelo marido e que sofria de comportamentos abusivos físicos e psicológicos recorrentes. Como a violência doméstica é um crime público em Portugal, a própria equipa médica do hospital ativou o protocolo e avançou com a denúncia ao Ministério Público.
Na sequência desta denúncia e do inquérito instaurado pelo DIAP de Sintra, José Castelo Branco foi detido pela GNR no início de maio de 2024 para ser presente a primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
O Ministério Público acusou formalmente José Castelo Branco de um crime de violência doméstica. O processo seguiu para julgamento, estando várias equipas médicas e funcionários do Hospital CUF Cascais a ser ouvidos em tribunal como testemunhas. Durante as sessões, os peritos médicos têm vindo a contestar a versão de “queda acidental” apresentada pela defesa do arguido, apontando que as lesões eram compatíveis com agressão ou empurrão.
No entanto, Ana Paula Pereira, médica cardiologista da CUF, referiu também perante a justiça, na última sessão, no passado dia 22, que “não é impossível” que os baixos níveis de sódio de Betty Grafstein a tenham conduzido a uma situação de grave debilidade óssea e episódios de alucinação.