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Francisco Monteiro critica Pedro Jorge no “Desafio Final”: «Falar em homofobia é demasiado»

Inês Simões alerta para uso leviano de termos graves no «Desafio Final»

Francisco Monteiro e Gonçalo Quinaz consideraram “exageradas” as declarações de Pedro Jorge, enquanto Inês Simões lamentou a falta de distinção de conceitos.

As recentes movimentações e as trocas de argumentos no «Secret Story – Desafio Final» dominaram a emissão do «Última Hora» desta sexta-feira, 19 de junho. Conduzido por Alice Alves, o formato contou com as análises de Francisco Monteiro, Gonçalo Quinaz e Inês Simões, que se debruçaram sobre a polémica que estalou entre Pedro Jorge e João Ricardo, após o primeiro ter confrontado o colega com acusações de alegada homofobia.

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Gonçalo Quinaz foi o primeiro a manifestar o seu desagrado com a proporção que o caso tomou no quotidiano da casa. “As acusações, eu diria que são um bocadinho graves. Acho que estarmos a adjetivar da forma que o fez com assuntos tão delicados acho que não devem ser expostos desta forma. […] Dar ênfase a assuntos que eu diria tão delicados, do nosso quotidiano, da nossa sociedade, acho que não é para ali chamada, acho que não houve razão total para isso, acho que foi em demasia“, defendeu.

O comentador apontou ainda que o comportamento de João Ricardo tem sido condicionado pela presença constante do seu rival nas conversas com Sara. “Tem-se tornado um desgaste não só para a Sara, porque isto torna a ser desgastante a pressão com que ele lida com ela e sempre que fala com a Sara vai buscar o Pedro Jorge, inclui o Pedro Jorge em todas as conversas, acho que é desnecessário. Se ele tem um problema com o Pedro Jorge, ele deve o resolver com o Pedro Jorge e não metendo sempre a Sara no meio“, acrescentou Quinaz.

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Inês Simões corroborou a gravidade da situação e alertou para a ligeireza com que certos temas são abordados em televisão. “Acho que por vezes alguns concorrentes, e as pessoas cá fora infelizmente também, […] acabam por usar determinadas palavras como homofóbico, de ânimo leve, e este tipo de acusações são graves e é bom que exista uma distinção entre os conceitos. Uma coisa é tu brincares com uma pessoa, fazeres um comentário que até pode ser um comentário infeliz, atenção, mesmo que pretendas já brincar, para a pessoa que está a ouvir pode ser um comentário infeliz com os trejeitos com o Leandro“, observou a comentadora, sublinhando que as brincadeiras devem cessar assim que é percetível o desconforto alheio.

Francisco Monteiro alinhou pelo mesmo diapasão e criticou a estratégia utilizada por Pedro Jorge para introduzir o assunto nas dinâmicas. “Falar em homofobia é demasiado. Até por uma simples razão: já aconteceram N vezes, duas, três, o que for, saídas do João infelizes e o Pedro não se manifestou. Lembrou-se agora de se manifestar e ainda por cima de uma forma um bocadinho encapotada, que é isso que me custa. […] Eu acho que quando estes assuntos são trazidos para cima da mesa, acho que é preciso assumir aquilo que estamos a dizer. E ele escondeu-se um bocadinho atrás das outras pessoas para mandar aquilo para cima da mesa“, rematou Zaza.

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