
A propósito do título da nova novela da TVI, a atriz recordou as memórias da separação dos progenitores e a gestão de sentimentos durante a infância.
O título da próxima novela da TVI, «A Madrasta», serviu de mote para uma viagem às memórias de infância de Inês Castel-Branco. Em direto no matutino da estação de Queluz de Baixo, a atriz conversou com Cristina Ferreira sobre o peso que esta palavra carrega e revelou como viveu a separação dos seus pais quando tinha apenas 8 anos de idade.
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“Traz uma… Estávamos aqui a falar disto ainda antes de começar, o peso que tem, um peso até nas histórias de desenhos animados, foi sempre dada à madrasta o lugar da vilã, lá está, da má“, contextualizou a apresentadora, lembrando que a convidada viveu essa realidade na primeira pessoa. Inês Castel-Branco foi muito franca ao analisar o seu comportamento com a nova companheira do pai na altura: “A minha primeira madrasta, eu não lhe fiz nada. A sensação que eu tenho é que não lhe fiz nada a vida fácil. E que eu tinha, mesmo quando gostava dela, não queria gostar“.
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A atriz explicou que a recusa em aceitar a ligação se prendia com a proteção da figura materna, uma dinâmica que descreveu como complexa para uma criança gerir. “Chegava a casa e dizia à minha mãe que não a gostava nada, porque não queria magoar a minha mãe. É uma gestão de sentimentos“, confessou, concordando com o reparo de Cristina Ferreira de que agia para que a mãe não sofresse. “É uma traição. Estás a trair a tua mãe se gostas da tua madrasta. É estranho, mas eu lembro-me de ter essa sensação“, reforçou.
Inês Castel-Branco apontou ainda que os conflitos entre os progenitores tendem a agravar a estabilidade dos filhos num novo cenário familiar. “E os pais também não serem amigos não ajuda, não é? Eu acho que quando os pais acabam bem e são amigos, tudo é fácil”, defendeu.
A experiência pessoal acabou por moldar a forma como a própria geriu o seu divórcio, de forma a poupar o filho aos mesmos traumas. “Eu sou muito amiga do meu ex-marido e consigo estar com a namorada dele, ele com a minha namorada, tipo, estamos todos muitas vezes em… […] Não queria que o meu filho sofresse o que nós sofremos“, concluiu, assumindo que as vivências da sua infância ditaram as suas escolhas na idade adulta.
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