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Pai de Lara chora a perda da filha de 8 anos e lamenta: “Portugal não tem prisão perpétua”

Pai de Lara quebra o silêncio após homicídio da filha em Valpaços: "Pedia justiça"

Em declarações partilhadas no programa «Dois às 10», o progenitor e o avô da menor mostraram-se destroçados com o crime.

O ambiente no concelho de Valpaços permanece marcado pela dor e pela indignação pois, o pai de Lara – a menina de oito anos que foi asfixiada pela madrasta -, partilhou o seu testemunho através da equipa de reportagem do programa «Dois às 10», da TVI. O relato da jornalista que esteve no local traduz o cenário de profunda consternação que se vive no seio familiar.

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Este pai estava bastante transtornado, muito emocionado. Chegou a chorar, inclusive, muitas vezes tanto ele como o avô desta menina e a restante família que se encontrava na casa dos avós paternos“, relatou a profissional de comunicação, evidenciando o sofrimento dos parentes mais próximos que tentam digerir a tragédia na habitação da família.

Consumido pela perda, o progenitor direcionou toda a sua revolta para a companheira, exigindo que o sistema judicial português aplique a moldura penal mais severa prevista na lei. “Este pai só pedia justiça e dizia muitas vezes que esta mulher, este monstro, era assim que ele a chamava, pedia justiça porque aquilo que ela fez à filha dele foi desumano. E pede então que a justiça seja bastante clara e que dê, pelo menos, 25 anos de prisão. Dizia muitas vezes que tinha pena de Portugal não ter prisão perpétua para ficar para sempre porque era aquilo que esta mulher merecia“, revelou a jornalista.

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O pai da vítima desabafou ainda que o regresso à rotina se tornou insustentável, sublinhando que todos os cantos da habitação lhe trazem à memória a presença da filha e, o sofrimento é partilhado por outros membros da família, que recusam qualquer tentativa de atenuar a gravidade do crime através de justificações médicas. Outro familiar direto fez questão de frisar que Eulália, a madrasta detida, “não sofria de problemas psicológicos, é mas é muito má”, afastando cenários de perturbação mental para justificar o homicídio.

O caso está agora entregue às instâncias judiciais, enquanto a comunidade local e os familiares exigem que o desfecho do processo resulte na punição máxima da agressora.

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