No «Dois às 10», a artista abordou a complexidade das dinâmicas familiares nas novas estruturas de habitação partilhada.
Matilde Reymão juntou-se a Inês Castel-Branco na partilha de vivências pessoais sobre as dinâmicas de famílias reconstruídas. No programa «Dois às 10», a jovem protagonista da nova novela da TVI recordou a sua pré-adolescência, período em que os seus pais se separaram, e as diferentes experiências que acumulou com as madrastas que passaram pela sua vida.
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Questionada por Cristina Ferreira sobre se o seu crescimento tinha sido livre de marcas negativas, a atriz garantiu: “Foi uma infância feliz. Acho que fui uma criança feliz. Também tive uma madrasta. Tive duas, três“. Confrontada sobre se também teria adotado uma postura rebelde com as companheiras do pai, Matilde respondeu em tom de brincadeira: “Coitadas, elas faziam-me a vida difícil e eu tinha que retribuir“.
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Ainda assim, a atriz recordou com enorme carinho a primeira madrasta que conheceu quando tinha 12 anos, quebrando o mito da rivalidade que frequentemente se associa a este papel. “A primeira era incrível. A primeira foi assim, tia Vera, eu tenho um beijinho para a tia Vera se ela algum dia ouvir isto“, declarou a jovem, revelando que retomou o contacto muito recentemente: “Falei, por acaso falei outro dia, há 2 semanas. Ela foi muito importante para mi m e foi giro porque foi assim a primeira madrasta“.
Matilde Reymão explicou que, apesar de inicialmente sentir o receio de ferir a suscetibilidade da mãe, a ligação com a “tia Vera” acabou por ser pautada pelo afeto mútuo e pela equidade. “Tratava-me como uma filha. Igual, igual. Tratava-me igual à forma como tratava os filhos“, enalteceu. A fechar a reflexão, Inês Castel-Branco e Matilde debateram a complexidade das novas estruturas familiares, notando que a convivência atual já não obriga à partilha do mesmo teto, o que facilita a adaptação das crianças. “Antigamente não. As pessoas juntavam-se logo e de repente vivias com pessoas que não têm a tua educação ou madrastas viverem com crianças que não têm a educação que ela dá aos filhos. É estranho, é uma ginástica“, concluíram.
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