Ismaël Koné fratura tíbia e perónio: Adeus ao Mundial 2026. FIFA vai pagar…
Clube italiano vai receber compensação financeira da FIFA através do Programa de Proteção de Clubes, com valor próximo de um milhão de euros
A goleada do Canadá sobre o Qatar no Mundial 2026, por seis golos a zero, ficou marcada por um momento dramático.
Ismaël Koné, o jovem médio canadiano, deixou o relvado de maca após uma entrada assustadora que chocou a competição.
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Os piores cenários confirmaram-se na noite de quinta-feira, 18 de junho: o jogador fraturou a tíbia e o perónio da perna esquerda e diz adeus ao torneio.
A lesão aconteceu na segunda parte do jogo do Grupo B, no Estádio BC Place, em Vancouver. Assim Madibo, do Qatar, fez uma entrada dura sobre Koné, o que lhe valeu um cartão vermelho direto. No banco, o selecionador Jesse Marsch não teve dúvidas. “Aconteceu mesmo em frente ao banco. Pudemos todos ouvir. Soube logo”, contou Marsch, acrescentando que “todos puderam ouvir o osso estalar”. O capitão Stephen Eustáquio, um dos primeiros a chegar perto de Koné, admitiu ter visto que “algo não estava certo” na perna do colega.
A gravidade do incidente obrigou o internacional canadiano, de 24 anos, a ser operado de urgência. Embora a cirurgia tenha sido um sucesso, Ismaël Koné vai falhar o resto do Mundial 2026. A recuperação, segundo as estimativas iniciais, deverá prolongar-se entre quatro a cinco meses, um golpe duro para o jogador e para a sua equipa.
O infortúnio atravessou o Atlântico e instalou-se nos escritórios do Sassuolo, clube italiano da Serie A que detém o passe do talentoso médio. Contudo, o futebol moderno prevê um mecanismo de apoio financeiro para atenuar este tipo de contratempos. O clube da Emilia-Romaña vai acionar de imediato o Programa de Proteção de Clubes da FIFA.
Esta apólice de seguros internacional foi criada pela FIFA para compensar as entidades que cedem os seus jogadores às seleções. O regulamento prevê que a FIFA indemnize os clubes sempre que a lesão do futebolista o afaste dos relvados por mais de 28 dias de inatividade absoluta. A compensação é calculada com base no salário fixo do jogador lesionado.
O programa tem um teto máximo de sete milhões e meio de euros por cada atleta afetado em competições oficiais. Dada a recuperação prolongada de Koné, o Sassuolo, que o contratou em definitivo no início de 2026, espera receber uma verba próxima de um milhão de euros nas próximas semanas. Este valor é crucial para os cofres do clube, que, tendo garantido a promoção à Serie A na época passada, opera com recursos limitados na elite do futebol italiano.
Apesar de a verba final ficar abaixo do limite máximo da FIFA, justifica-se pela ficha salarial moderada do médio no Calcio. Esta injeção financeira, embora não cubra a perda desportiva de um dos seus pilares, ajudará a atenuar os gastos com o seu salário e a procurar um substituto no mercado. Os dirigentes italianos já preparam a documentação necessária para agilizar o processo.
Enquanto Ismaël Koné digere o duro golpe anímico, já regressou ao estágio da seleção canadiana, onde foi recebido com aplausos e abraços dos colegas e da mãe, num momento de grande emoção. Nathan Saliba, que o substituiu no jogo, também lhe prestou homenagem ao exibir a sua camisola após marcar um golo. O departamento administrativo da FIFA, por sua vez, já trabalha na tramitação do processo para efetuar o pagamento.
As imagens da fratura em campo, viralizadas rapidamente, reabrem o debate sobre o desgaste físico a que os jogadores estão sujeitos no calendário apertado do futebol moderno.
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