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Gonçalo Ramos recorda os conselhos que guiam a carreira e recorda o papel da mãe na formação

Gonçalo Ramos recorda o estatuto de alta competição e a importância dos estudos

O jogador algarvio assumiu que atingir o ensino secundário completo era um objetivo prioritário para garantir o futuro fora dos relvados.

A ascensão meteórica de Gonçalo Ramos ao topo do futebol europeu assentou numa estrutura educativa familiar rigorosa e equilibrada. Na sua passagem pelo «Alta Definição», o camisola 9 do Paris Saint-Germain recordou a importância dos conselhos deixados pelos pais durante a infância no Algarve e a forma como ambos dividiam as responsabilidades na sua formação cívica e académica.

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O pai do atleta, com experiência prévia nos relvados, assumiu desde cedo o papel de mentor desportivo, focando-se na leveza com que o jogo deve ser encarado. “O meu pai sempre, em relação mais ao futebol do que à vida, ele diz-me imensas coisas. Ele diz-me sempre para eu me divertir como se fosse o primeiro dia, que não interessa se eu estou no Mundial com os melhores jogadores do mundo ou se estou no parque com o meu filho a jogar, para eu desfrutar do futebol ao máximo, porque não há nada melhor do que amar uma coisa e ser essa a tua profissão“, relatou o avançado.

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Por outro lado, a estabilidade escolar ficou totalmente a cargo da mãe, que vigiava de perto o desempenho letivo do jovem para evitar que o desporto prejudicasse o aproveitamento nas aulas.

A minha mãe é mais coisas de mãe, de ter responsabilidades, de ser uma pessoa pontual, responsável. A minha mãe era muito chatinha com a escola, ela tinha mais esse papel de não me deixar ter más notas, estar sempre preocupada com eu não baixar as notas, com eu não faltar às aulas“, recordou Gonçalo Ramos, reconhecendo que a firmeza materna foi crucial para o sucesso: “Foi sempre um bom equilíbrio de vários tipos de palavras e de conselhos, de cascas também, que me ajudaram a não descurar a escola, porque eu consegui acabar o 10.º e 11.º ano“.

A conclusão do ensino secundário e a obtenção do estatuto de alta competição foram vividas como uma vitória partilhada e, o jogador sublinhou o orgulho de ter cumprido essa meta, sabendo que as portas do ensino superior continuam abertas para o seu futuro. “Se eu quiser amanhã inscrever-me numa faculdade, consigo. Então acho que isso era um dos objetivos da minha mãe, e meus também, mas que ela me passou, que eu consegui completar. E depois tudo o resto que ainda consigo concretizar em relação ao futebol, o meu pai vai-me sempre dando as palmas nisso“, concluiu.

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