O painel da SIC Caras analisou o impacto das declarações da influenciadora Giovanna Rodrigues sobre a falta de diversidade nos eventos de marcas.
A recente onda de contestação em torno de Helena Coelho, motivada por acusações de falta de representatividade e exclusão num evento da sua marca, dominou as atenções no «Passadeira Vermelha» pois, Liliana Campos abriu o debate no «Passadeira Vermelha», contextualizando o diferendo que opõe a empresária Helena Coelho à influenciadora Giovanna Rodrigues, que lamentou a ausência de mulheres negras no lançamento de produtos e, durante a discussão do tema, Zulmira Garrido ‘surpreendeu’ com uma visão vincada sobre o preconceito na sociedade.
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O debate subiu de tom quando o estilista David Motta afirmou que “não há pessoas não racistas” no seio da comunidade branca, defendendo que o problema é estrutural e, Zulmira Garrido desmarcou-se de imediato desta generalização, assegurando a sua própria integridade, mas apontando o dedo ao comportamento da comunidade negra. “Nós somos, mas eles também são! E eu estou a falar e está aqui uma pessoa que não é de todo racista. Quer dizer, eu é que não sou mesmo. Mas eles também são racistas. E muito“, atirou a comentadora.
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A discussão em estúdio surgiu na sequência da resposta de Giovanna Rodrigues a Helena Coelho, que havia justificado a escolha das clientes através de um sorteio cego feito em Excel onde, a influenciadora digital não se mostrou convencida e acusou as marcas de usarem minorias apenas como conveniência.
“Vocês fazem sempre isso, vocês metem sempre uma pessoa negra para depois vocês conseguirem, como fizeram, usar a carta na manga de: ‘Oh, mas ela tinha aqui um negro.’ Nós já estamos bem habituados a essa também“, criticou a jovem, Giovanna.
Filipa Torrinha Nunes tendeu a concordar com a pertinência do alerta deixado pela influenciadora, lamentando que as figuras com maior alcance no mercado digital prefiram ignorar estas falhas. “Não pensam no assunto, vejam, passam ao lado. Porque nós estamos autocentrados na nossa normalidade“, referiu a psicóloga, criticando ainda a “arrogância” de Helena Coelho ao defender-se publicamente através de comunicados que envolviam a educação da sua filha.
A tertúlia terminou com o painel dividido entre a aceitação de que os sorteios informáticos são aleatórios e a necessidade urgente de as marcas adotarem uma postura mais inclusiva e consciente na indústria da beleza em Portugal.
Filipa Torrinha Nunes ‘arrasa’ arrogância de Helena Coelho: “Não tenta sequer entender o outro”