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Francisco Rodrigues dos Santos quebra o silêncio sobre a noite em que o CDS perdeu tudo

No 'The Leite Show', o ex-líder centrista falou de forma crua sobre a hecatombe eleitoral do partido. O advogado confessou que herdou uma estrutura falida e foi alvo de uma forte guerrilha interna.

Francisco Rodrigues dos Santos, carinhosamente tratado por “Xicão” no meio mediático, foi o grande convidado desta semana do sofá vermelho do “The Leite Show”, conduzido por Flávio Furtado.

Numa conversa pautada pela frontalidade, o advogado e ex-presidente do CDS-PP abordou o período mais conturbado da sua carreira política: a liderança do partido e a noite eleitoral fatídica em que os centristas perderam a representação parlamentar.

Sem fugir às perguntas difíceis, Francisco assumiu que aceitar o cargo foi um ato de grande coragem num cenário desolador. “Fui corajoso, aceitei um cargo que poucas pessoas queriam. A verdade é essa. Porque eu tive concorrentes e consegui vencer essa eleição”, começou por explicar, detalhando a herança pesada que encontrou. “Repara, Flávio, é tão importante que as coisas se percebam. Eu herdei um partido que estava falido. Pela primeira vez na história, tinha dois partidos a concorrer à direita do CDS. Vínhamos do pior resultado eleitoral de sempre. Eu era o único líder parlamentar que não estava no parlamento. E acima disto tudo, tinha os nomes mais conhecidos e mediáticos do CDS a fazer guerrilha interna permanente”, revelou o ex-líder.

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O ambiente de hostilidade dentro das próprias fileiras foi um dos fatores que mais o desgastou. Francisco recordou a frieza das lutas de poder, expondo uma declaração chocante proferida no momento da sua vitória no Congresso: “O meu principal adversário no Congresso em que eu fui eleito disse esta frase no dia em que eu fui consagrado líder: ‘Eu vou acabar com o Francisco, nem por isso terei que destruir o partido’. Isto diz tudo”.

Questionado sobre qual foi o seu primeiro pensamento na noite em que se consumou a saída do CDS do Parlamento, a resposta de Francisco Rodrigues dos Santos surpreendeu pela honestidade cortante: “Alívio“.

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Embora lamente profundamente o desfecho para as pessoas que o rodeavam, o advogado não esconde que a demissão lhe trouxe paz de espírito. “Eu, naturalmente, assumi o resultado eleitoral. Daí que me demiti. Portanto, houve uma assunção dessa responsabilidade. Uma assunção que não foi [da Assunção] Cristas, mas garanto que senti um alívio e uma vontade de me desprender daquele ato que fiz”, desabafou.

Atualmente, garante que o regresso à liderança do partido não está nos seus planos. “Se voltasse atrás, não teria sido candidato a presidente do CDS. Não gostei daquela experiência em concreto”, assumiu, ressalvando, no entanto, que o seu passado não o condena: “Eu acho que o passado é uma referência, não é uma residência. Eu não estou refém do meu passado. Os meus erros não me definem, os meus insucessos não me qualificam.”

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