“Hoje seria impossível”: Manuel Moura dos Santos recorda ‘Ídolos’ e analisa as gerações
Manuel Moura dos Santos reflete sobre a liberdade de expressão
Produtor e ex-jurado do famoso programa de talentos esteve à conversa no podcast do «Observador» e desconstruiu o seu papel em televisão.
Manuel Moura dos Santos esteve em destaque no podcast do «Observador», numa conversa de 40 minutos onde desconstruiu o seu papel de jurado em televisão, abordou os bastidores da indústria musical e refletiu sobre a evolução da sociedade. O produtor, que ficou celebre pelas suas avaliações incisivas, garantiu que a televisão atual já não comporta o estilo de crítica que o caraterizava.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Leia também: Após três décadas, único detido pela morte de Tupac senta-se no tribunal. Tudo sobre o julgamento
Durante a entrevista, o antigo rosto do programa «Ídolos» apontou diferenças claras entre a época em que avaliava os candidatos e os dias de hoje. “O tempo do ‘Ídolos’ e daquele direto à cabeça sem filtros acabou. Coisas que agora seriam possíveis de se dizer. As coisas mudaram muito. Hoje a ideia de inclusão não permite determinado tipo de expressões“, afirmou Manuel Moura dos Santos.
Apesar da postura exigente com que abordava os concorrentes no ecrã, o produtor fez questão de salientar que a indústria exige mais do que apenas técnica vocal, apontando exemplos de sucesso no panorama nacional. “Nós temos casos em Portugal de grandes artistas que não são grandes cantores. E temos grandes artistas que também são grandes músicos“, observou.
Leia também: Lucy Davis, a Dawn de ‘The Office’, partilha diagnóstico de cancro incurável
Para ilustrar a sua visão, o empresário recordou a carreira de um dos nomes mais marcantes da música portuguesa. “O Luís Represas era um deles: um cantor extraordinário, todo o terreno“, enalteceu o profissional durante a emissão.
A terminar, o empresário lamentou as barreiras com que os intérpretes nacionais continuam a cruzar-se e o espaço reduzido que lhes é concedido nos meios de comunicação em relação ao mercado estrangeiro. “Inquieta-me a falta de oportunidades que os artistas têm“, rematou.