Os comentadores recordaram os ataques do casal à família real nos últimos anos e consideraram o retorno uma manobra pensada para garantir apoio enquanto Carlos III ocupa o trono.
A notícia da mudança definitiva do príncipe Harry e de Meghan Markle para o Reino Unido dominou a análise no programa «Passadeira Vermelha», na SIC Caras. Ao comentarem o regresso do casal a solo britânico após anos a viverem nos Estados Unidos, Liliana Campos, Hugo Mendes e Sofia Jardim manifestaram forte indignação, considerando que a reaproximação ao palácio se deve a puro interesse material e à necessidade de auxílio por parte da monarquia.
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O debate começou com duras críticas ao passado recente de conflitos públicos protagonizados pelos duques de Sussex contra a própria família real. Sofia Jardim recordou a postura do casal e considerou inacreditável este retorno após os múltiplos ataques públicos à coroa: “Eu acho uma cara de pau eles voltarem para o país onde eles deram as entrevistas na Oprah, fizeram a série da Netflix, eles escreveram um livro onde não pôs nada em bons lençóis a família real“.
A comentadora apontou ainda que a mudança se deve exclusivamente ao fracasso dos planos que os dois tinham delineado em solo norte-americano: “Acho uma falta de respeito eles voltarem para um país que eles cozinharam e que disseram mal (…) Porque estavam a viver um sonho na América, o sonho da América acabou e agora vêm para a Inglaterra. Ela queria todos os privilégios sem ter os deveres“.
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A estratégia do casal em aproximar-se da coroa britânica num momento de fragilidade foi detalhada por Hugo Mendes, que considerou que o trabalho do duque e da companheira fora da realeza resultou numa mão cheia de nada: “Eu acho que eles estão com um olhinho: nós já nos aproximámos, nós agora estamos no Reino Unido, por favor ajuda-me com as coisas que eu agora estou cá. E até já fizemos as pazes“.
O comentador reforçou que esta aproximação ao monarca britânico não acontece por acaso e esconde propósitos materiais bem definidos: “Isto até pode ser no sentido de vou voltar a aproximar-me do meu pai, mas eu acho que é muito interesse por trás“.
Liliana Campos assinalou o timing cirúrgico desta deslocação definitiva, relacionando-a diretamente com a presença de Carlos III no trono e com as queixas de falta de dinheiro que têm rodeado o casal: “Esta volta deles também tinha que acontecer enquanto é este o rei, enquanto o pai é vivo, porque um dia que seja o William e a Kate que subam ou que sejam reis, isso ia ser muito mais difícil“.
A apresentadora sublinhou que a quebra financeira e o insucesso no estrangeiro pesaram nesta escolha de voltar a bater à porta da família real: “Nós percebemos pelas notícias que têm corrido que há dificuldades financeiras para este casal (…) Dentro da realidade deles, há problemas financeiros, as coisas não correram conforme eles queriam“.
A terminar a avaliação deste cenário, Hugo Mendes alertou para o facto de a opinião pública e os tabloides britânicos não perdoarem esta postura de aproveitamento institucional: “O próprio Reino Unido, as próprias pessoas, o público deixaram de consumir esta marca (…) foram tiros no pé atrás de tiros no pé“.
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O comentador concluiu advertindo que a receção ao casal em solo britânico será implacável devido ao favoritismo dos príncipes de Gales: “Vão para o olho do furacão uma vez mais, vão estar de novo no centro das atenções de uma imprensa que agora chacina (…) William e Kate estão no topo da preferência dos britânicos (…) Eles vão ser sempre os vilões“.