A criadora de conteúdos Luminyz tem estado no centro da polémica devido a relatos ficcionados onde coloca figuras masculinas no papel de agressores.
A procura incessante por notoriedade no universo digital voltou a acender o debate sobre os limites da criação de conteúdos e desta vez, sobre Luminyz, uma influenciadora brasileira com forte presença nas plataformas digitais, está a ser fortemente visada pelo público, que a acusa de recorrer a golpes baixos e a narrativas falsas de violência com o único propósito de angariar seguidores e obter reações fáceis no mundo virtual.
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A polémica ganhou contornos mais sérios após a publicação de um vídeo no TikTok, onde a jovem surgiu com uma maquilhagem artística que simulava marcas de agressão física para relatar um suposto encontro traumático. “Quem vê cara não vê coração, gente. Que essa minha história sirva de lição para quem tá ouvindo“, começou por narrar, descrevendo um encontro com um homem que conhecera numa aplicação de relacionamentos. Segundo o relato feito na primeira pessoa, o suspeito ter-se-á tornado violento no estacionamento de um centro comercial: “Ele pegou, trancou as portas e ligou o carro […]. Não vai descer. E aí ele pegou e tentou me dar um beijo à força. Eu fiquei brava, falei que eu não ia beijar ele e empurrei ele. Quando eu empurrei ele, ele pegou e fez isso com a minha cara“.
Gente, eu gostaria da opinião de vocês, não quero ser injusta, mas eu juro que isso está parecendo mais maquiagem do que machucado…
Opiniões 👇🏼 pic.twitter.com/lhNpQrv8Hg— Valentina Stevanni 🇧🇷🇺🇲🇮🇹 (@gwennethy6kqoy) July 4, 2026
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Pouco tempo depois, a influenciadora repetiu a estratégia noutra publicação, recorrendo novamente a efeitos cosméticos para fingir ter sido espancada devido a uma alegada traição. “A pior coisa que você pode aceitar é ser amante. Eu fui me envolver com homem casado aqui da minha cidade e a mulher dele descobriu, e hoje ela quebrou a minha cara. Eu tô assim nessa situação“, afirmou no vídeo, vitimizando-se perante a câmara e descarregando culpas no suposto envolvido. Já no Instagram, a criadora de conteúdos seguiu uma linha semelhante ao partilhar um desabafo matrimonial onde colocava o companheiro num papel de constante desvalorização feminina: “E eu que fui inventar de dar uma namorada com meu marido para sair da rotina, e eu me arrependi amargamente […]. Fui, fiz minhas unhas, comprei uma lingerie […]. E aí quando meu marido chega, ele olha para aquelas coisas e ele fala assim: que é isso? (…)“.
A repetição sistemática destes cenários dramáticos despertou a desconfiança imediata dos utilizadores da rede social X, que rapidamente começaram a analisar os detalhes das imagens partilhadas. “Pessoal, gostaria da opinião de vocês. Não quero ser injusta, mas juro que isso parece mais maquiagem do que um hematoma…“, alertou uma internauta, sendo secundada por avaliações mais detalhadas do público. “Se olhar bem tem um filtro de maquiagem aqueles que te deixa maquiada por cima do rosto dele que tá machucado da pra ver pela forma que os cílios dela estão bugados no olho machucado“, denunciou outro seguidor.
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A indignação com a falta de veracidade dos relatos acabou por expor o verdadeiro modelo de funcionamento da página da criadora de conteúdos. “Vale tudo pra ganhar likes! Que feio…“, lamentou um utilizador, enquanto outros explicaram que as encenações servem para ilustrar correspondência enviada pelos próprios fãs: “É filtro, essa moça conta histórias de seguidoras. […] Gente ela produz conteúdo igual aquela gaúcha ‘contando histórias’. Sabe uma que viraliza toda semana ou pq é do job, ou pq o marido largou, ou que a sogra fez alguma coisa? Então não é real é o conteúdo dela!“.
A revolta dos internautas prende-se com o facto de Luminyz omitir inicialmente o caráter ficcional das produções, apropriando-se de temas sensíveis para chocar quem a assiste.