Em causa está a transmissão de um direto no incêndio de Vouzela, que a profissional do canal público classificou como “jornalismo sensacionalista”.
Francisca Laranjo quebrou o silêncio através da sua página na rede social Instagram, este sábado, dia 4 de julho, para reagir aos reparos públicos deixados por Daniela Santiago. A jornalista da RTP1 tinha recorrido às plataformas digitais para analisar a cobertura jornalística efetuada pela repórter da CMTV durante o combate ao incêndio que lavra em Vouzela.
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Na referida publicação, a profissional da estação pública teceu duras considerações sobre a abordagem levada ao ecrã, sem poupar críticas à postura demonstrada em direto. “Acabei de ver um direto de uma jovem, cerca de 10 minutos, que não deu qualquer informação. Apenas dizia que nunca viu nada assim, visivelmente assustada, no meio do fogo. Fazer Jornalismo não é isto“, atirou Daniela Santiago.
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A jornalista da RTP1 defendeu ainda uma mudança estrutural na forma como as estações de televisão acompanham este tipo de catástrofes em Portugal. “Há anos que escrevo que não devemos explorar estes cenários. Há que fazer trabalho jornalísticos antes…. No sentido de prevenir, fazer pedagogia. Não estar em cima do fogo, a transmitir horas de espetáculo, a alimentar mentes doentes e a distrair no terreno quem deve trabalhar, sem estar preocupado com pessoas que estão com microfones e câmaras nas mãos. Há que mostrar, sim, mas não assim. Pobre jornalismo sensacionalista que ano, após ano, consome o nosso país, com a rapidez do fogo“, complementou.
Confrontada com as palavras da colega de profissão, Francisca Laranjo fez questão de deixar uma resposta na caixa de comentários da publicação, justificando as suas reações no teatro de operações e apontando o dedo à postura da jornalista sénior. “Lamento se achou que estava nervosa demais, preocupada e assustada. Lamento as minhas emoções como uma miúda de 25 anos. Mas lamento, acima de tudo, a falta de camaradagem. Um beijinho“, rematou a repórter da CMTV.