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João Jesus no ‘Dois às 10’: de motorista internacional a agente funerário

O ex-concorrente de 'Secret Story' revelou as suas muitas vidas profissionais e o seu atual romance, incluindo um pedido de namoro por carta...

João Jesus, ex-concorrente de ‘Secret Story’, esteve esta terça-feira, 17 de julho, no programa ‘Dois às 10’ para uma conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos.

O antigo participante do ‘reality show’ da TVI, que se casou em 2015 e divorciou-se este ano, abriu o livro sobre as suas muitas vidas profissionais e o seu atual romance.

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Cláudio Ramos atirou-lhe logo: “Tu ganhas muito dinheiro a cantar, hein?”. João Jesus, com a sua concertina na mão, admitiu: “Já ganhei mais. Agora é só para brincadeira, quase. Um ou outro, seleciono.” Os apresentadores desafiaram-no a tocar uma modinha, e o ex-concorrente não se fez rogado, pegando no instrumento que Cristina Ferreira perguntara se era seu.

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A conversa rapidamente virou para o percurso profissional invulgar de João Jesus. “Há cinco anos que saí da fábrica ‘Os Marmos'”, contou, explicando que a área dos mármores é “um vício” que o acompanha. Mas a sua vida não se ficou por aí.

Cristina Ferreira lembrou que João Jesus já tinha trabalhado numa agência funerária. “Sou um homem de desafios porque gosto”, garantiu ele, detalhando uma fase de reestruturação pessoal que o levou para o Alentejo. “Tenho outra história, já podia entrar noutro ‘reality show’, que isto já dava para fazer muito”, gracejou, sobre as reviravoltas da sua vida.

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Durante seis anos, foi motorista internacional de camião de TIR, “corri a Europa toda”, revelou, orgulhoso das suas “cartas pesadas”. Depois, durante dois anos, dedicou-se à profissão de agente funerário. “Senti um enorme carinho”, disse, sobre a experiência.

Cristina Ferreira quis saber se estava preparado para um trabalho tão exigente. João Jesus explicou que as suas vivências passadas, incluindo os ‘reality shows’, lhe deram uma resiliência mental inesperada. “Os programas, a aventura, estas desilusões psicologicamente, ou seja, deu-me uma flexibilidade muito grande mentalmente”, afirmou. Acrescentou que a religião também o ajudou: “Eu concentrava-me, acredito que a vida é só um prazo de validade, o nosso corpo é um prazo de validade. E fazia o que tinha a fazer e desligava.”

Cristina Ferreira concordou, “ninguém aguenta ir para casa todos os dias a chorar”. João Jesus continuou, explicando o porquê de ter deixado a agência funerária. “Como motiva era a relação humana. O meu mundo é as pessoas, é a relação humana. Ganho muito carinho pelas pessoas e eu sinto carinho pelas pessoas.” No entanto, a instabilidade familiar em casa, há dois anos, levou-o a procurar um escape. “É a instabilidade que eu tinha com a minha família em casa. Então foi um motivo de, não, eu tenho que sair para desanuviar. Então bota para os camiões outra vez.”

“Essas aventuras, além das dificuldades da vida, têm-te ajudado”, constatou. “Têm-me ajudado porque sou um homem do cheiro do ofício e tenho a cabeça feita num 8”, resumiu, sobre a sua capacidade de lidar com diferentes situações.

No campo amoroso, Cláudio Ramos perguntou sobre o seu estado civil, ao que João Jesus prontamente respondeu: “Não, mas namoro atualmente.” A sua vida afetiva, garantiu, “está muito equilibradinha”. O ponto alto da conversa romântica foi quando Cláudio Ramos perguntou: “Tu pediste à tua namorada em namoro por carta?”. “Foi”, confirmou João Jesus, para surpresa de Cristina Ferreira, que exclamou: “Ah, isto é romântico!”.

Ele esclareceu que não foi um pedido entregue pelo correio. “Foi um meio termo entre antigo, antiquado, mas também contemporâneo. Eu dei-lhe a carta presencialmente.” Cristina Ferreira gracejou: “Pronto, e ela apaixonou-se pelo carteiro.” João Jesus, divertido, rematou: “Não, eu acho que eu quis fazer, eu gosto, eu acho que não era romântico e nem achava que era.”

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