No programa V+ Fama, transmitido hoje, o painel de comentadores abordou a nova polémica que envolve a influenciadora digital Rebeca Caldeira.
A criadora de conteúdos voltou a ser alvo de críticas severas nas redes sociais devido a um vídeo gravado em 2025, onde alertou para o flagelo da obesidade infantil, sugerindo que os pais de crianças com excesso de peso deveriam ser punidos.
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No vídeo em questão, Rebeca Caldeira começou por advertir o público sobre a sensibilidade do tema: “Espero que vocês percebam o que eu vou dizer com isto, mas ver crianças obesas é uma coisa que me dá aflição. Eu acho mesmo criminoso porque as crianças não têm culpa absolutamente nenhuma e eu acho isto um crime por parte dos pais”. A influenciadora acrescentou ainda que os maus hábitos alimentares desenvolvem “problemas não só físicos como psicológicos no futuro”, mencionando doenças como a diabetes e a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde.
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Adriano Silva Martins abriu o debate questionando se as palavras deveriam ser interpretadas à letra ou como uma metáfora. Cláudia Jacques não hesitou em concordar com a mensagem transmitida: “Eu penso que é uma metáfora forte, tal como o tema é forte. E eu sinceramente estou muito de acordo com aquilo que a Rebeca diz porque desde cedo tive esse cuidado de não encharcar as minhas filhas com doces, com refrigerantes, com açúcar e comidas ultraprocessadas”. A comentadora desvalorizou o extremismo do termo utilizado, argumentando que o objetivo principal era despertar a consciência dos educadores: “As pessoas não podem pegar numa parte de um discurso que tem muito sentido e focarem-se só naquilo, porque o discurso basicamente é alertar as pessoas para terem esses cuidados com os filhos”.
Por outro lado, Isabel Figueira demarcou-se das opiniões favoráveis e criticou o uso do termo criminal, lembrando as complexidades associadas ao aumento de peso: “Usar a palavra crime… nós temos muitas vezes de saber quando estamos a comunicar. Há muitas pessoas que são obesas por uma questão de saúde e que não conseguem ser mais magras”. A comentadora sublinhou também o impacto da saúde mental nos hábitos alimentares: “As doenças psicológicas, a saúde mental, faz com que exista muita compulsão alimentar. Isto existe cada vez mais, e a vir também em crianças mais pequeninas, por não saberem lidar com os problemas”.
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Pimpinha Jardim assumiu uma postura intermédia, reconhecendo a gravidade da obesidade infantil na sociedade, mas criticando a falta de sensibilidade da influenciadora na escolha das palavras: “A obesidade infantil é um flagelo da nossa sociedade, mas acredito também que a Rebeca não utilizou bem as palavras, especialmente a palavra crime”. Pimpinha reforçou a importância de não generalizar o problema, uma vez que “a obesidade é uma coisa não só, mas também genética”.
O debate prosseguiu com Adriano Silva Martins a condenar a rápida indignação da sociedade face a opiniões públicas, considerando haver uma “estupidificação” na forma como as mensagens são interpretadas nas redes sociais. A fechar o assunto, o apresentador garantiu apoiar a mensagem essencial da influenciadora digital: “A Rebeca Caldeira é uma grande amiga deste programa. Eu adoraria dizer Rebeca, estás errada. Honestamente, está certa. Só errou na palavra.”