Jorge Jesus na sua estreia na seleção: “Respira futebol”
Comentadores do ‘V+ Fama’ analisam a vida familiar e a entrega de Jorge Jesus à Seleção
Jorge Jesus, o Selecionador Nacional, é um homem de paixões vincadas e rotinas bem estabelecidas, mesmo com as exigências do seu novo cargo.
A sua vida familiar, em especial a relação com a mulher, Ivone, mantém-se como um pilar fundamental, apesar da discrição que o casal sempre cultivou.
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No ‘V+ Fama’, do V+ TVI, na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, os comentadores Marta Aragão Pinto, Cláudia Jacques, e António Leal e Silva debruçaram-se sobre a vida do treinador. Ivone, a mulher de Jorge Jesus, é “muito discreta”, mas a família é “muito unida e que tem os seus hábitos familiares muito bem vincados”, contou Marta Aragão Pinto.
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O treinador regressou à sua casa de sempre no Seixal, em Marisol, e mantém um gosto de luxo que não esconde: os relógios. “Gosta de um bom relógio”, atirou Adriano Silva Martins, com Marta Aragão Pinto a completar: “e tem uma boa coleção de relógios”.
A dedicação ao futebol é total. Jorge Jesus, que assumiu o cargo de Selecionador Nacional há poucos meses, tem-se mostrado completamente empenhado. “Ele está a tentar honrar esse compromisso que assumiu da melhor forma possível e portanto está completamente concentrado nesta nova função”, explicou Marta Aragão Pinto. Esta concentração levou-o a diminuir as suas idas ao Solar dos Presuntos, onde antes era presença assídua.
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Cláudia Jacques detalhou o nível de compromisso do treinador: “Ele passa muitas horas a visionar jogos para perceber as características dos jogadores, para saber quais vai escolher para formar a equipa.” A comentadora garantiu que Jorge Jesus “respira futebol”, a ponto de “só falar e pensar em futebol” de manhã à noite. Os seus amigos, poucos mas muito próximos – “uma mão chega para nomear os amigos que tem” –, sabem que, nos almoços, o tema é um só: futebol.
Apesar da paixão avassaladora pelo desporto, Jorge Jesus não descura a família. Faz questão de jantar em casa com a mulher, Ivone. O filho, que vive na mesma zona, é um “belo vizinho”, como notou Adriano Silva Martins. Cláudia Jacques frisou que “ele divide o tempo entre uma situação e outra, sendo que claro há muito mais tempo dedicado ao futebol, mas sabe que à noite pelo menos tem aqueles antes de jantar com a mulher em casa”.
Aos 75 anos, a experiência de Jorge Jesus é uma mais-valia. Um amigo próximo, Pedro, dono do Celados, lembrou que a passagem do treinador pela Arábia Saudita foi crucial para demonstrar que a sua capacidade de liderar uma equipa transcende a barreira linguística. “Foi muito importante o Jorge Jesus estar na Arábia Saudita para mostrar que apesar dele ter esse handicap de não saber falar inglês, o que importa realmente é a capacidade que ele tem de treinar uma equipa”, contou Cláudia Jacques.
O percurso de Jorge Jesus é notável, com títulos em várias equipas e inúmeros prémios. O atual cargo de Selecionador Nacional é visto como um reconhecimento merecido na sua carreira. A discrição de Ivone é tal que pouco se sabe sobre a vida do casal, mas Adriano Silva Martins revelou que “estão juntos há mais de 30 anos”. Cláudia Jacques acrescentou que “ela é o grande pilar da vida do Jorge Jesus”.
António Leal e Silva, conhecido pela sua sabedoria futebolística, brincou sobre o tema: “Ó meu querido, eu de futebol como [o apresentador] disse falo disso aí tanto que é melhor nem partilhar com as pessoas lá em casa, senão elas ficam baralhadas com tanta sapiência que eu tenho.” O comentador descreveu Jorge Jesus como um “português típico simples, humilde, que teve um percurso a pulso”, afirmando-se como um dos grandes treinadores nacionais, apesar dos sacrifícios que a profissão impõe à família.
A sua forma de gerir os jogadores também foi tema de conversa. Marta Aragão Pinto destacou a simplicidade com que Jorge Jesus trata Cristiano Ronaldo, referindo-se a ele como “o Cris”. António Leal e Silva lembrou ainda o lado polémico e bem-humorado do treinador, que faz “umas declarações muito engraçadas”. Uma dessas declarações, sobre a presença de Cristiano Ronaldo em campo, gerou debate: “se o Cristiano não está, são 6 mil a ver. Se o Cristiano está, são 50 mil a ver.”
António Leal e Silva admitiu que achou a afirmação “um bocadinho estranha”, pois, na sua opinião, “os jogos não se ganham nas bancadas, ganham-se no campo”. Adriano Silva Martins contrapôs, lembrando que o jogador é “um ídolo de massas e as pessoas vão atrás”.
No final, o consenso foi unânime: a Seleção Nacional está em boas mãos. Cláudia Jacques garantiu que Jorge Jesus “tem pulso para assumir os deveres e também para se servir dos jogadores e pô-los na ordem”. António Leal e Silva rematou com uma brincadeira: “Tem que estar em boas mãos que está e depois tem que estar em bons pés.”