Bryan Seaver, responsável por dar a notícia do falecimento da lenda da música country, enfrenta agora uma ação judicial movida pelos herdeiros da tia.
A morte de Dolly Parton, ocorrida a 25 de agosto na sequência de uma curta batalha contra um cancro, abriu uma frente de batalha no seio familiar. Bryan Seaver, o sobrinho encarregado de comunicar publicamente o desaparecimento da estrela nas redes sociais, foi alvo de uma ação judicial interposta pelos próprios parentes.
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O processo deu entrada no tribunal de Davidson County, no estado norte-americano do Tennessee, terra natal da cantora. A iniciativa partiu da She’s Alive, LLC, entidade jurídica criada pelos sucessores para administrar os bens e o património deixados pela artista.
A moção visa impedir formalmente que Seaver volte a colocar os pés em qualquer uma das propriedades que pertenceram à intérprete.
O conflito escalou após o despedimento de Bryan Seaver, profissional que assegurou a chefia de segurança dos complexos da tia ao longo de mais de duas décadas. Segundo as informações divulgadas pelo portal TMZ, o sobrinho terá recorrido a intimidações contra Danny Nozell, gestor do espólio, na tentativa de obter verbas financeiras. As mensagens de texto que integram o dossiê judicial revelam ultimatos agressivos: “É bom que o dinheiro dela seja maior do que o que possa ganhar noutro lado, ou vou dar cabo de toda a gente“.
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Num outro excerto das comunicações expostas, o antigo funcionário ameaçou atacar a imagem da cantora caso os seus pedidos não fossem cumpridos. “Vou destruir toda a marca se não o fizerem. Vou criar um podcast dedicado a arruinar as parcerias da Dolly e contar todos os crimes que cometeram contra nós. Deviam preocupar-se com o que eu possa fazer“, escreveu.
Procurado pela imprensa norte-americana, Bryan Seaver tentou desvalorizar o teor das mensagens, afirmando que as frases foram descontextualizadas e negando hostilidade para com os herdeiros diretos.
O familiar garantiu que os avisos visavam apenas uma empresa externa que teria prejudicado a tia em vida. “Estava a falar francamente com o Danny, que pensei ser meu amigo, mas ele acha que é um mafioso. Muitas dessas mensagens mostram dois tipos enraivecidos, a chorar ao telefone enquanto fazem o seu luto“, rematou em sua defesa.