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Júlio Isidro sai da RTP após 65 anos: “Partir para outros caminhos”

O apresentador, que nunca teve um vínculo formal com a estação, explicou a saída amigável e garantiu que nenhuma fronteira foi ultrapassada, preparando-se para novos desafios editoriais.

Júlio Isidro, uma das figuras mais incontornáveis da história da televisão em Portugal, prepara-se para encerrar um dos capítulos mais longos e marcantes da comunicação social nacional.

Aos 81 anos e com um legado de 65 anos de colaboração ininterrupta com a RTP, o apresentador está de saída da estação pública, numa informação que foi avançada em exclusivo pela revista TV Guia.

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O comunicador, carinhosamente apelidado de “tio Júlio” por gerações de espetadores, explicou que este desfecho foi alcançado de forma tranquila e concertada, resultando de um diálogo aberto com a direção do canal, uma vez que a sua ligação contratual sempre teve contornos muito específicos.

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Em declarações sobre o processo de saída, Júlio Isidro esclareceu que “os processos que conduzem a estas coisas são normalmente acordos feitos entre ambas as partes, é um acordo muito pessoal porque nunca tive um vínculo formal, a RTP tinha um colaborador que, a determinada altura, dialogou com ela no sentido de partir para outros caminhos”.

Apesar da idade avançada, a reforma não parece fazer parte dos planos imediatos do apresentador, que já tem um novo destino profissional traçado. Júlio Isidro vai transitar para o grupo Impresa, detentor da SIC, onde irá colaborar com o semanário Expresso, um desafio que abraça nesta nova fase.

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Sobre os motivos que ditaram esta mudança histórica, o apresentador garantiu que não existem mágoas ou conflitos por resolver, tratando-se apenas de uma evolução natural e ponderada.

Júlio Isidro sublinhou que “foi uma decisão que tem a ver com a análise que fazemos das nossas vidas, não há nenhuma razão ou alguma fronteira que tivesse sido ultrapassada”. Para a história ficam mais de seis décadas de serviço público, um percurso que o próprio resumiu com emoção ao afirmar que “são 65 anos de RTP no coração”.

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