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Kim Kardashian ficou furiosa com Paris Hilton por causa de biografia: 17 entrevistas canceladas

Autor de 'Citizen Kim' relata irritação antiga após sucessivos adiamentos de conversas

Paris Hilton cancelou 17 vezes a entrevista agendada para a nova biografia autorizada de Kim Kardashian.

A revelação foi feita pelo jornalista Jonathan Van Meter, que passou cinco anos a acompanhar o círculo íntimo da empresária de 46 anos para escrever ‘Citizen Kim: The Woman Who Created the Future’. A obra chega às livrarias na próxima terça-feira, 27 de outubro, sem o testemunho daquela que foi uma das figuras determinantes no arranque da carreira da protagonista.

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O autor explicou à revista The Hollywood Reporter as dificuldades sentidas na reta final do trabalho: “Perto do fim do processo, disse à Kim que devia falar com [Hilton]. A Kim verificou e disse que a Paris concordava, mas eu tinha de passar pelo relações públicas dela. Isso foi invulgar: com todos os outros, a Kim limitava-se a enviar uma mensagem”.

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O contacto inicial não desbloqueou o encontro. O jornalista enviou as perguntas planeadas e tentou coordenar a conversa diretamente com a equipa de apoio da herdeira: “E depois a entrevista foi cancelada 17 vezes ao longo de cerca de quatro meses. A certa altura pensei que os cancelamentos eram mais interessantes do que qualquer coisa que ela me dissesse”.

Ao saber dos sucessivos impasses, Kim não escondeu o desagrado. Van Meter relatou a reação: “A Kim ficou tão furiosa quando lhe contei. Pareceu atiçar uma irritação antiga entre elas. A criação a virar-se contra a criadora”.

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Um representante de Hilton não respondeu aos pedidos de esclarecimento da revista People. Ainda assim, uma fonte próxima da empresária de 45 anos veio a público justificar os desencontros: “Um antigo assistente na empresa da Paris estava a coordenar a entrevista, e parece que as coisas se perderam na confusão da agenda incrivelmente preenchida da Paris. Como devem imaginar, ela tem muitos projetos a decorrer em simultâneo e está constantemente a viajar, pelo que coordenar entrevistas pode, por vezes, ser um desafio. A Kim não está chateada. Na verdade, ela e a Paris estão ambas envolvidas nos projetos futuros uma da outra e continuam sempre a apoiar-se mutuamente”.

A relação entre ambas remonta aos primeiros passos da fama de Kim, que trabalhou como assistente pessoal e estilista de Paris durante as gravações de ‘The Simple Life’, antes de conquistar o próprio espaço com o reality show ‘Keeping Up with the Kardashians’, em 2007.

A socialite não foi a única ausência de vulto nas páginas da obra. O músico Ray J e o ex-marido Kanye West também não foram entrevistados por Van Meter. O cantor de 49 anos, com quem a empresária foi casada entre 2014 e 2021 e partilha quatro filhos (North, de 13 anos, Saint, de 10, Chicago, de 8, e Psalm, de 7), chegou a estar previsto no alinhamento inicial. A postura pública do artista deitou o plano por terra.

Em declarações à The Hollywood Reporter, o escritor justificou a decisão editorial: “À medida que o comportamento dele se tornava mais perturbador, não achei que fosse ético entrevistar alguém no meio de uma crise de saúde mental. Quando ele descambou para um antissemitismo furioso, pensei que isso podia arruinar o livro. Ele era central na vida dela e, de repente, era um pária”. Van Meter acrescentou que a separação beneficiou o rumo da biografia: “Mas a Kim conseguiu afastar-se disso e, de certa forma, a ausência dele manteve o foco na história dela”.

Segundo a sinopse oficial, ‘Citizen Kim’ apresenta “um relato íntimo e sem precedentes de um dos ícones públicos mais astutos nos negócios, influentes e marcantes da nossa época”. O texto promocional descreve a edição como “igualmente história cultural, crónica de alta-costura e estudo familiar íntimo, ‘Citizen Kim’ é uma exploração deslumbrante e inteligente de uma das celebridades mais influentes (e incompreendidas) do nosso tempo, e do mundo que tornou possível o seu superestrelato”.

O biógrafo, que já tinha assinado duas reportagens de capa sobre Kim, transmitiu à People que sempre a encarou como “a derradeira mulher incompreendida”, motivação que serviu de motor à investigação: “Longe de ser a caricatura unidimensional que muitas pessoas guardam na cabeça, a Kim é, na verdade, uma das pessoas mais competentes, desenrascadas e intuitivas que alguma vez conheci. Quis contar a história de como a Kim se construiu e o que a sua ascensão espantosa revela sobre o mundo em que vivemos”. O livro fica disponível para venda ao público a 27 de outubro.

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