“Não gosto de virgens ofendidas”: Cláudio Ramos critica vitimização no Big Brother Verão
O apresentador não desculpou os comentários machistas de Boris, mas recordou atitudes semelhantes de outras concorrentes na casa.
Hoje de manhã, no programa “Dois às 10”, foi feito o rescaldo da 8.ª Gala do “Big Brother Verão”, que aconteceu ontem à noite.
Com os comentários de Cinha Jardim, Francisco Monteiro (Zaza) e Diana Lopes, foram analisados os momentos mais marcantes da gala, as decisões, as emoções e tudo o que promete dar que falar dentro e fora da casa mais vigiada do país.
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O debate centrou-se rapidamente nos comentários polémicos de Boris sobre Raquel e na reação da concorrente e do grupo durante a gala. Cláudio Ramos iniciou a análise sublinhando a falta de ação dos restantes concorrentes face à polémica: “E então agora está tudo calado.” O apresentador repudiou a frase de Boris, mas contextualizou o comportamento: “É claro que a frase do Boris explica-se por si, não vale a pena estar a dizer que a frase é o que é e pronto. Mas também é claro que toda a gente tem aquele tipo de conversa. Estavam dois homens a falar, a filmar. Pronto, não desculpo, contextualizo.”
O comunicador prosseguiu com uma crítica àquilo que considerou ser uma vitimização exagerada por parte de Raquel e Tatiana, relembrando atitudes passadas das duas concorrentes. “Também é claro que dentro do programa queremos pessoas reais. Isto é a conversa que eles têm cá fora, logo é a conversa que eles tiveram lá dentro. Se concordamos ou não, não concordamos, é evidente. Agora, também o que eu não gostei é que de repente se vitimizassem todas”, afirmou Cláudio Ramos. E exemplificou: “A Raquel, que bate no peito porque as mulheres isto, as mulheres aquilo, a Raquel dentro do programa a semana passada humilhou a Sara, a quem chamou de feia, a quem disse que era mais bonita. (…) A Tatiana, que sentou-se muito ofendida, maltratou e humilhou a Joana, que saiu do programa, e é uma mulher. Então porquê é que bate tanto no peito?”
Cinha Jardim concordou com a gravidade da conversa entre Boris e Nuno, descrevendo-a como “muito feia”. No entanto, a comentadora e Cristina Ferreira notaram que aquele tipo de linguagem é comum no dia a dia, tanto entre homens como entre mulheres. “Não é a primeira vez que… Não é, desculpa falar de mim, não é? Quantas vezes mulheres estão doidas a dizer, ai, comia, ai isto, ai aquilo”, referiu Cinha Jardim.
O painel debateu ainda a postura do grupo perante o incidente. Zaza mostrou-se desiludido com a falta de reação da maioria dos concorrentes, considerando que desperdiçaram uma oportunidade de jogo. “Tu percebes como é que o programa está porque tu tens duas pessoas que percebem minimamente reality shows, que é o João Ventura e a Tatiana. A Tatiana tenta pegar no assunto e espezinhar o Boris, não consegue porque o grupo não ajuda minimamente, fica sozinha”, analisou o antigo vencedor, acrescentando que considera Boris “o melhor jogador” da atual edição.
Diana Lopes concordou com a análise, criticando a atitude de Boris na cadeira quente após a gala, onde, segundo a comentadora, o concorrente se vitimizou perante as críticas de Tatiana. “E depois ainda continuou no pós-gala, na cadeira quente, em que basicamente o Boris ainda se coloca numa posição como ainda se fosse a vítima de toda a situação contra a Tatiana, porque ela viu que ele estava a ser chacinado dentro da casa”, notou.
O debate terminou com um consenso geral sobre a falta de capacidade dos concorrentes para explorar os conflitos a seu favor. Cláudio Ramos rematou: “Eu acho que, acho de verdade que eles não só, se eles tinham que aproveitar, que eu acho que têm que aproveitar, não só bem aproveitar, porque rapidamente, mais um bocadinho e o Boris passa de vilão a vítima.”
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