Geral

“Não vence quem é bom jogador, mas quem tem mais dinheiro”: Leo Caeiro expõe esquema de votos nos reality shows

Léo Caeiro e o Arrumadinho analisaram os fundos criados pelos fãs de ex-concorrentes.

.

A polémica sobre as votações nos reality shows voltou a estar em destaque na televisão portuguesa.

No matutino da CMTV, Léo Caeiro e o comentador Ricardo ‘O Arrumadinho’ Martins Pereira debateram os alegados esquemas financeiros criados pelas claques de apoio aos concorrentes do Secret Story Desafio Final, focando-se naquilo a que os próprios intervenientes chamam de “mealheiros“.

Léo Caeiro começou por explicar a mecânica do esquema: “Os concorrentes que entraram agora neste novo Desafio Final (…) fazem os mealheiros. E esses mealheiros onde têm os MBWays e os IBANs para as pessoas transferirem dinheiro para comprar votos”. O comentador alertou que as regras do jogo mudaram radicalmente e que a empatia deu lugar ao poder de compra. “Hoje em dia, para entrar num reality show, não é preciso ser-se muito bom. Até se pode ser nada. Pode ser uma planta e lá está. Basta haver poder económico”, garantiu.

Leia também: Leomarte ‘entala’ João Ricardo nas nomeações e Cândido Pereira é mais um a aplaudir a jogada

Para ilustrar o cenário na casa da Malveira, Léo Caeiro relembrou um episódio recente com Leandro. “O Leandro (…) decidiu meter a boca no trombone dentro do próprio reality show (…) e diz: ‘não vamos entrar em hipocrisias. Aprendi no reality show onde entrei que quando falamos em dinheiro, o poder económico é que fala mais, não é o gosto. Quem tem mais dinheiro é que decide'”, relatou o rosto da CMTV, referindo ainda que o concorrente “foi advertido pela própria produção para se calar”.

A venda de pacotes de votos foi um dos pontos mais criticados do formato da TVI. Léo Caeiro esclareceu que “desde que começou, há a compra de packs nas aplicações, em que se comprarem 50 votos fica muito mais barato do que ao preço normal”, apontando diretamente o dedo ao canal: “A própria estação vende na aplicação esses pacotes”. O comentador frisou ainda as regras estritas impostas nestes grupos de apoio, notando que “quase parece que estás numa firma (…) tens de fazer uma doação de 10 euros para entrar no grupo”.

Leia também: Fábio Pereira ‘farto’ de rumores da Liliana e o ‘ex’ e mete tudo em pratos limpos com a imprensa

Ricardo ‘O Arrumadinho’ Martins Pereira sublinhou a gravidade da situação, focando-se na falta de supervisão. “Eu acho que isto tudo roça aqui a imoralidade. Não podemos dizer que é uma ilegalidade. Há aqui obviamente um vazio na lei que permite que isto aconteça, mas depois não existe nenhum mecanismo de controlo”, afirmou. O comentador lançou a dúvida sobre o destino do dinheiro: “A senhora Maria Francisca (…) transferiu 10 euros para aquele grupo (…) Como é que ela tem a garantia de que o dinheiro vai de facto ser investido nas votações daquela pessoa? E se não for, já não é imoral, é ilegal”.

‘O Arrumadinho’ partilhou ainda que estes fundos caem frequentemente em contas pessoais geridas por profissionais do meio: “Essas pessoas muitas vezes são familiares ou são os líderes dos times, que já são pessoas, muitas delas profissionalizadas nisto, são pessoas que passam de uns reality shows para outros, a liderar times de concorrentes diferentes”. Questionado se alguém estaria a lucrar ilicitamente, o comentador foi perentório: “Não tenho nenhuma dúvida de que há gente a lucrar com isto”.

No final, Léo Caeiro lamentou os sacrifícios irracionais de alguns telespectadores em prol do fanatismo. “Há relatos de pessoas que vendem os carros para conseguir dar dinheiro para haver estes votos”, revelou, concluindo que com este nível de investimento estruturado, “a possibilidade de saírem [os ex-concorrentes apoiados] é nula”.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo