Neymar no banco (ou no hotel): a Canarinha tenta disfarçar a dependência com Vinicius e Endrick
A seleção de Ancelotti tem de superar a falta de golos sem o seu craque, que segue em banho-maria em Nova Jérsia.

Neymar volta a ficar de fora da seleção brasileira, e a sua esperada presença em campo na Copa do Mundo de 2026 terá de aguardar.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o número dez não entra nas contas para o jogo da madrugada de sábado contra o Haiti, uma decisão que a equipa técnica tomou para não arriscar a integridade física da sua maior estrela.
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O avançado sul-americano não seguirá com a comitiva para Filadélfia, onde se disputa a segunda jornada da fase de grupos. O plano de recuperação médica passa por mantê-lo no quartel-general de Nova Jérsia, onde irá aproveitar ao máximo as instalações do hotel The Ridge e os campos do complexo desportivo Columbia Park para intensificar a sua reabilitação.
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Esta resolução federativa é um revés para a seleção de Carlo Ancelotti em solo norte-americano, que já vem de um empate amargo na estreia. Neymar tinha até completado as primeiras sessões de treino com o grupo no início da semana, o que gerou uma onda de otimismo entre os adeptos canarinhos. No entanto, os preparadores físicos logo confirmaram que o craque se exercitava sem contacto com a bola.
Os planos iniciais da equipa técnica da Canarinha apontavam para que o jogador se sentasse no banco de suplentes no Lincoln Financial Field, nem que fosse para apoiar os colegas. Contudo, após uma reunião entre os médicos da federação e o próprio futebolista, decidiu-se que o mais sensato seria que o avançado ficasse em terra. Esta decisão volta a alimentar o debate nacional sobre a alarmante falta de golos que o Brasil mostrou no seu primeiro jogo, que terminou sem golos.
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A ausência forçada do “enganche” do Al-Hilal obriga Ancelotti a repensar as suas opções ofensivas para o decisivo embate com os caribenhos. A seleção brasileira precisa de somar três pontos para não comprometer a sua liderança no grupo, uma responsabilidade que agora recai sobre Vinicius Junior e Raphinha. A equipa técnica tem tentado blindar os jogadores mais jovens do ruído mediático, sublinhando que o coletivo deve prevalecer sobre as individualidades.
A recuperação do ex-jogador do Santos e do Barcelona transformou-se num verdadeiro mistério para os analistas internacionais que acompanham a competição da FIFA. Nas semanas que antecederam a chegada da comitiva aos Estados Unidos, as previsões mais animadoras davam-no em campo em Filadélfia. A dura realidade da enfermaria acabou por deitar por terra os prognósticos mais favoráveis da direção.
A preocupação estende-se agora ao derradeiro jogo da primeira fase, agendado para o final do mês, no Hard Rock Stadium de Miami, contra a Escócia. Fontes próximas do balneário brasileiro, citadas pelo jornal As, sugerem que forçar a estreia do futebolista na terceira jornada seria uma imprudência com consequências catastróficas. O espectro de uma recaída muscular, às portas das eliminatórias de julho, condiciona todas as decisões dos fisioterapeutas.
Perante a baixa do seu principal criativo, os debates nos meios desportivos locais viraram-se para a figura do jovem Endrick. O avançado do Real Madrid não jogou um único minuto na partida inaugural frente a Marrocos, uma opção de Ancelotti que foi bastante criticada pelos adeptos. Agora, com a confirmação da ausência de Neymar, a pressão popular para que a joia de Taguatinga salte para o relvado como titular atingiu o seu ponto máximo.
Entretanto, a seleção do Haiti prepara o encontro com a motivação extra de defrontar uma superpotência ferida no seu orgulho desportivo. A equipa técnica caribenha sabe das urgências da Canarinha e vai procurar montar um bloco defensivo muito sólido para desesperar os avançados sul-americanos. A velocidade nas transições para o contra-ataque será a principal arma dos insulares para tentar um milagre histórico que abale as estruturas do torneio.
No bunker brasileiro de Nova Jérsia, os faxes e os relatórios médicos continuam a chegar sob rigorosa supervisão. Neymar Júnior segue a queimar etapas da sua recuperação de forma isolada, longe dos holofotes dos estádios, mas com a mente focada na fase de eliminação direta. O Brasil vê-se obrigado a amadurecer a passos forçados na América do Norte, aceitando o desafio de selar a sua qualificação para os oitavos de final com a sua grande estrela resguardada nos boxes.