O governante norte-americano fechou o evento intercalar republicano com apelos veementes à mobilização eleitoral e reiterou a polémica promessa de enviar apoio monetário aos cidadãos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou a convenção intercalar republicana no pavilhão American Airlines Center, em Dallas, no Texas, com um apelo inflamado à mobilização do seu eleitorado para as eleições de 3 de novembro onde, num discurso de 25 minutos, consideravelmente mais curto do que a sua intervenção da véspera, o chefe de Estado recorreu a advertências religiosas para pressionar a ida às urnas.
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“Vocês sabem o que acontece se não votarem? Vocês vão para o inferno. Vão para o inferno e eu não quero que isso aconteça convosco, então, por favor, vão votar“, declarou perante uma plateia entusiasmada, incentivando os presentes a erguer a mão direita num juramento coletivo de fidelidade partidária. “Eu juro lealdade ao maior Presidente da história dos Estados Unidos, que nos ama tanto que mal consegue respirar“, afirmou em tom desafiador, acrescentando logo de seguida: “Juramos que no dia 03 de novembro vamos sair e votar. E sabem uma coisa? Se quiserem, podem votar nos democratas, mas não acho que haja uma pessoa sequer nesta sala que vá votar neles“.
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O comício serviu igualmente para reiterar uma das mensagens mais controversas lançadas durante o evento: o compromisso de pagar 5 mil dólares (cerca de 4.300 euros) a cada cidadão norte-americano caso o Partido Republicano conserve o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado.
Embora não tenha adiantado pormenores operacionais ou fontes de financiamento para a medida, a iniciativa valeu-lhe duras críticas por parte da oposição democrata, que classificou a promessa como uma tentativa desesperada de comprar votos em plena campanha eleitoral.
O escrutínio de 3 de novembro reveste-se de particular importância para o mandato presidencial, estando em disputa todos os lugares da câmara baixa e um terço da câmara alta do Congresso. Caso a oposição recupere a liderança de qualquer uma das câmaras legislativas, a administração enfrentará fortes entraves na aprovação da sua agenda política, além do risco de abertura de inquéritos parlamentares aos seus membros.
Consciente do peso histórico desfavorável aos partidos no poder nas intercalares, a estrutura republicana apostou fortemente na imagem de Donald Trump e do vice-presidente JD Vance para energizar os simpatizantes. “Só quero dizer que faremos a América grande novamente. Faremos com que ela seja maior do que nunca“, garantiu o líder, concluindo que o país “estava mau, agora está bom e em breve será melhor do que nunca”.
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A sessão de quinta-feira ficou ainda marcada por uma homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. No ecrã gigante do recinto foi transmitida uma retrospetiva visual da tragédia do World Trade Center, evocando as 2.977 vidas perdidas e sublinhando o sacrifício das forças de segurança. O momento mais solene ocorreu sob uma penumbra quase total, com dois feixes de luz a simular a silhueta das Torres Gémeas, enquanto o cantor lírico Christopher Macchio entoava “Ave Maria” perante aplausos dedicados aos militares presentes.
A fechar as homenagens, a convenção dedicou espaço à memória do ativista conservador Charlie Kirk, assassinado há cerca de um ano no Utah.
Através de um memorial simbólico com uma cadeira vazia e a inscrição “reservada para Charlie”, o pastor Lucas Miles, vice-presidente da organização Turning Point, sublinhou o legado do fundador: “Eles podiam levar o homem. Mas não podiam levar a missão. O Turning Point não está morto. A organização fundada por Charlie continua a crescer“.
O tributo terminou com a exibição de registos do ativista em iniciativas universitárias, acolhido com respeito silencioso e aplausos dos milhares de apoiantes presentes em Dallas.