Peste pneumónica ou negligência fatal? Mãe de cientista morta na Sibéria arrasa teoria de contágio e denuncia negligência
O mistério da Sibéria: OMS exige respostas após mãe de investigadora morta denunciar mentira
A OMS já interveio no caso e exigiu esclarecimentos à Federação Russa sobre o internamento e a quarentena de duas centenas de pessoas.
A trágica morte da investigadora russa Darya Shipilova, de 28 anos, que prestava serviço num instituto dedicado ao estudo da peste na Sibéria, continua a gerar uma onda de especulação na imprensa internacional. No meio de intensos rumores que sugerem que a cientista contraiu peste pneumónica após a quebra de um tubo de ensaio, a mãe da jovem decidiu intervir para desmentir categoricamente a teoria.
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Em declarações ao órgão de comunicação social russo Glubina, citadas pelo jornal britânico The Telegraph, Svetlana Shipilova, que também é profissional da área médica, refutou a versão do acidente laboratorial e deixou uma acusação grave: “Simplesmente deixaram a sua filha morrer“.
Indignada com a propagação de informações falsas, a mãe da vítima sublinhou a sua certeza sobre o sucedido. “Eu sei a verdade. Estou a ter de me defender de conhecidos estúpidos que acreditaram em tudo isso… os inteligentes não acreditaram, é claro“, atirou.
Para sustentar a sua posição, Svetlana explicou o rigoroso protocolo de segurança dos materiais utilizados nas investigações. “Nem todos os profissionais da área médica entendem que é impossível quebrar um tubo de ensaio dessa forma. Mesmo se o atirar contra a parede. Mesmo hipoteticamente, é simplesmente impossível derramar o conteúdo ou quebrar o tubo. Eles são muito bem protegidos“, garantiu.
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A onda de boatos sobre um eventual surto de peste pneumónica ganhou força quando as autoridades locais decidiram colocar cerca de 200 pessoas que tiveram contacto com a cientista sob quarentena, segundo informações avançadas pelo jornal russo People of Baikal. A investigadora do Instituto de Combate à Peste de Irkutsk deu entrada no Hospital Distrital de Shelekhov no passado dia 29 de setembro, acabando por falecer três dias depois, vítima de uma pneumonia de origem desconhecida, tal como confirmou a agência estatal russa Tass.
A gravidade e a incerteza em torno do caso já motivaram a intervenção da Organização Mundial da Saúde (OMS), que está a analisar a situação de Darya e o relato de um segundo funcionário também diagnosticado com pneumonia de causa indeterminada. O diretor-geral da agência, Tedros Adhanom, confirmou os contactos diplomáticos para apurar a verdade dos factos.
“No sábado, a OMS solicitou mais informações à Federação Russa, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional. Na terça-feira, a Federação Russa respondeu informando que nenhum caso de peste havia sido relatado recentemente na região de Irkutsk e que cerca de 200 contactos haviam sido colocados em quarentena“, referiu o responsável.
Insatisfeita com a falta de clareza, a entidade internacional exigiu novos dados: “No entanto, a OMS solicitou informações adicionais sobre os testes laboratoriais realizados no indivíduo que faleceu e nos contactos, mais detalhes sobre o que motivou as medidas de saúde pública e informações sobre o estado de saúde dos contactos“.
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