O recente encontro entre Portugal e Espanha, a contar para o Mundial, serviu de pretexto para o regresso de uma polémica antiga: o alegado romance entre Margarida Corceiro e Pedro Porro.
A história, que também envolve João Félix, voltou a dar que falar, especialmente devido à marcação apertada entre os dois jogadores em campo.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Adriano Silva Martins, apresentador do programa ‘V+ Fama’, da CMTV, trouxe o tema para a discussão, recorrendo inclusive a imagens de um jornalista do país vizinho, onde a controvérsia também foi ressuscitada. Adriano frisou a intensidade da marcação entre Félix e Porro, lembrando o passado que une os três nomes.
Leia também: Pedro Chagas Freitas recorda superação do filho Benjamim: “O meu sonho agora é o tédio”
Javier Reol, jornalista espanhol, deu mais detalhes sobre o ressurgimento da polémica. Explicou que Margarida Corceiro voltou a abordar o assunto publicamente, desmentindo, uma vez mais, qualquer relação com Pedro Porro. “Bem, na raiz dos rumores, não queria fazer um vídeo de teoria, mas queria poder contar-vos o que diz a protagonista, que, por certo, é uma atriz que dá que falar e que agora mesmo podemos ver numa película com Max Iglesias, que está nos cinemas, maravilhosa, que se chama ‘Tudo o que nunca fomos bem’. Ela foi muito clara, ou seja, graças a pessoas como ela que são tão claras na hora de responder e que esclarecem as dúvidas”, contou Javier Reol.
A atriz, segundo o jornalista, foi categórica: “Ela disse que essa história não foi verdade, que foi uma narrativa criada por fãs do futebol. Tanto eu como ela a desmentiram em várias ocasiões, mas que, bem, surpreende-se como as pessoas continuam a acreditar numa polémica somente por visualizações e para que seja engraçada e porque seja viral”. Reol adiantou que Pedro e Margarida tinham um grupo de amigos em comum quando o jogador representava o Sporting, o que justificava as aparições públicas conjuntas. “Esperamos que se tenha inventado tudo o que é mentira”, concluiu, agradecendo a Margarida por ter respondido e esclarecido a polémica.
Leia também: Adriano Silva Martins arrasa Nuno: “Está a ser demasiado brando” com Raquel no Big Brother Verão
António Leal e Silva, um dos comentadores, elogiou a postura da atriz. “O nome dela vem sempre à baila. Eu acho que ela está de parabéns por ter desmentido categoricamente na altura. As estrelas fazem isso. E é assim que deve ser. Claro”, atirou. Lembrou que João Félix também o fez na altura. António contextualizou a origem do rumor, que remonta a uma altura em que Margarida Corceiro frequentava a discoteca ‘Leste’, em Monte Carlo, e Pedro Porro, então no Sporting, também estaria presente. “Estava também lá na discoteca, houve ali umas trocas, trocas e baldrogas, no bom sentido. É natural as pessoas nas discotecas falarem umas com as outras. São conhecidos, têm… Até falarem mais próximos do público. Como é óbvio”, explicou.
O comentador não poupou críticas à forma como a imprensa abordou o caso. “E na altura, pronto, especulou-se, depois ainda houve mais umas especulações, a imprensa aproveitou porque aquilo dava imenso jeito e pronto, e dá conteúdos, e dá programa, e dá tema. Foi tudo completamente desmentido”, afirmou. Com o Mundial, a história ganhou novo fôlego. António Leal e Silva desvalorizou qualquer frisson pessoal entre os jogadores em campo, atribuindo a marcação a instruções dos treinadores: “Eles no campo fazem aquilo que o Míster, já aprendi o termo, que o Míster, de vez em quando aprendo, que o Míster manda, quem manda nas movimentações são os Míster, que são os treinadores, e eles estão a ver aquilo tudo aos pulos, e andam ali uns atrás dos outros de acordo com as indicações dos treinadores.”
Adriano Silva Martins admitiu ter acompanhado de perto a história desde o início. “Eu comecei a prestar atenção à Margarida Corceiro e à sua relevância mediática, porque as redes sociais, o X, era um rastilho de rumores de pessoas, de condutores de Uber, a contar em versões completamente descabidas. Todos os dias havia uma novidade, até ao ponto em que a Margarida teve que desmentir o Pedro Porro também e o João Félix também”, contou. O apresentador recordou que, embora Pedro Porro tenha dito que mantinha uma “relação especial” com a Margarida – “entendemos que uma relação especial de amizade” –, a atriz sempre ressalvou que tudo não passou de uma polémica viral e uma narrativa criada, tal como aconteceu com o tema de Lando Norris.
Guilherme Castelo Branco, outro comentador, salientou que “as pessoas gostam de novelas, sejam elas da vida real, sejam elas da ficção, e aqui é um misto de vida real e ficção, tentam criar uma narrativa porque aquilo vai vender, vai dar”. No entanto, fez questão de alertar para os perigos de se fazerem alegações sem provas, mencionando os processos legais. “Estar a fazer alegações sem depois conseguir provar, podem correr o risco de depois ter um processo. Atenção! Aliás, as pessoas tenham atenção ao que fazem”, sublinhou. Adriano Silva Martins revelou ter aconselhado Margarida a processar quem a difamava, “mesmo que não dêem nada, para a próxima às pessoas que tendam a difamar, não só as da internet, os programas de televisão, as revistas, todos se meteram ao barulho com isto e cada um tinha as suas fontes, obviamente, e algumas fontes com águas muito turvas”.
Guilherme Castelo Branco aproveitou para fazer um “serviço público”, apelando para que se evitem rumores, sob pena de processos. Esclareceu ainda a dinâmica em campo: “A posição dos jogadores leva a que haja conflito. Um, no fundo, é um defesa, é um lateral-direito, e o outro é um avançado do lado oposto, do esquerdo. Um está no esquerdo, o outro está na direita, um a defender, o outro está a atacar. O que é que faz o lateral-direito? Impede que o avançado de esquerda consiga avançar.” Concluiu que os ‘clipes’ são feitos para criar narrativas, “porque sabem que mesmo que isto depois seja desmentido, pelo menos enquanto se lança a notícia e se espera pelo desmentido, já vendeu, já criou conteúdo”.
Adriano Silva Martins recordou ainda um episódio em que imagens de Margarida Corceiro, acompanhada do pai, com Pedro Porro, foram descontextualizadas. “Não sabiam, como há muita gente na nossa praça que não faz o trabalho, não sabiam que o senhor que estava ao lado era o pai da Margarida Corceiro”, revelou. As imagens, que mostravam cumprimentos e beijinhos, foram interpretadas como prova de intimidade, quando, na verdade, o pai da atriz, adepto do Sporting, queria conhecer o jogador que também representava o clube. “O pai foi apagado, e a Margarida que estava ali a dar beijinhos ao Pedro Porro”, criticou Adriano, mostrando como uma imagem com uma legenda diferente pode mudar toda a perceção.