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Ricardo Martins Pereira defende Rita Marrafa de Carvalho após queixa na ASAE

icardo Martins Pereira esclareceu na CMTV a polémica em torno de Rita Marrafa de Carvalho e a venda de um bilhete que gerou uma queixa na ASAE.

A jornalista da RTP, Rita Marrafa de Carvalho, viu-se envolvida numa enorme polémica devido à colocação de um bilhete oferecido à venda nas suas redes sociais.

A situação culminou na anulação da entrada, na apresentação de uma queixa-crime por especulação na ASAE e num comunicado oficial por parte da profissional de televisão. O assunto foi debatido hoje no programa Olá Bom dia, da CMTV, com Ricardo Martins Pereira a esclarecer os contornos deste caso.

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Durante a sua intervenção, o comentador explicou que a origem do bilhete foi mal compreendida e que este nunca pertenceu à jornalista. “Ou seja, aqui o bilhete não lhe foi sequer oferecido a ela, ela nunca o teve sequer fisicamente. Não, foi um amigo do filho que ofereceu ao filho, porque o filho fez anos e o amigo de presente deu-lhe o bilhete”, revelou. Ricardo Martins Pereira acrescentou que a confusão surgiu devido ao valor impresso no ingresso: “E ela achou, quando viu que o bilhete estava a zeros, achou que era como quando nós oferecemos um cheque presente. E ela achou que o bilhete vinha a zeros precisamente por causa disso.”

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A decisão de vender a entrada deveu-se, segundo o relato, a uma indisponibilidade familiar. O comentador detalhou a sucessão de eventos: “Só que o filho não gostava muito daquele dia, que era o dia 9, do cartaz daquele dia, e ofereceu o bilhete à irmã. Disse à irmã para a irmã ir, mas a irmã estava em exames, também não pôde ir.” Foi neste momento que o jovem pediu ajuda à mãe para rentabilizar o presente: “E o filho disse, ok, então mãe, consegues-me vender? E mandou uma fotografia do bilhete à mãe. A mãe só disse, olha, tapa-me só os códigos de barras, porque as pessoas podem depois utilizar isso. E entrar, tapa só isso e eu ponho no Instagram à venda”, descreveu.

A publicação gerou rapidamente reações negativas e alertas sobre a ilegalidade do ato. Nas palavras do comentador: “Ela é alertada por uma pessoa a dizer que tinha entrado uma queixa contra ela, precisamente por causa disso, por especulação. Ou seja, que é quando nós tentamos vender um bilhete acima do valor de mercado.” Ricardo Martins Pereira defendeu de imediato a atitude de Rita Marrafa de Carvalho, garantindo que tal não se verificou: “Sendo que ela não estava a fazer isto. Ela estava a vender abaixo do preço de mercado.”

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Aproveitando o tema das ofertas a pessoas mediáticas, o comentador deixou ainda uma reflexão geral sobre o funcionamento destas dinâmicas, sublinhando que as parcerias envolvem sempre um retorno financeiro ou mediático. “Ao contrário do que as pessoas pensam, quando alguma marca oferece qualquer coisa a uma pessoa com muita visibilidade, não oferece por causa dos lindos olhos. Como é evidente. Ou seja, há um pagamento, não é da forma tradicional. Não é em dinheiro, é através de visibilidade”, argumentou.

Para concluir, clarificou o objetivo deste tipo de ações comerciais: “Quando alguém oferece alguma coisa, tem a expectativa de que, com a publicidade que essa pessoa vai fazer, isso vai gerar em vendas um valor superior àquele que ela está a oferecer. Portanto, é uma forma de retribuição e de pagamento diferente. Não é uma borla, ao contrário daquilo que recebe. Ou seja, quem o recebe, recebe à borla, mas em vez de pagar em dinheiro, paga com trabalho e paga com visibilidade.”

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