Tânia Laranjo critica o “pagar para trabalhar”
Na sua partilha de 23 de julho, Tânia Laranjo deu exemplos concretos de como os clientes assumem tarefas de funcionários, desde passar artigos na caixa a abastecer o carro.
Tânia Laranjo, jornalista da CMTV, usou a sua conta de Instagram na passada quinta-feira, 23 de julho, para uma reflexão mordaz sobre os hábitos de consumo atuais.
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A repórter não se calou perante aquilo que considera uma inversão de valores no quotidiano, atirando: “A humanidade é extraordinária. Conseguiu convencer-se de que pagar para trabalhar é um sinal de progresso”.
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A sua análise seguiu com exemplos práticos, mostrando como a sociedade foi aceitando tarefas que antes eram dos funcionários. “Começou devagar. ‘Passe você os artigos na caixa’, passámos. ‘Levante o tabuleiro’, levantámos. ‘Abasteça o carro’, abastecemos. Agora surgiu a pós-graduação: comprar uma garrafa de água implica um curso de logística. É brilhante. As empresas descobriram que o cliente é o único funcionário que paga para exercer funções”, detalhou.
No final da publicação, a jornalista da CMTV reforçou a ironia, imaginando um futuro onde o cliente é o verdadeiro faz-tudo. “Espero sinceramente que isto não pare por aqui. Gostava que o próximo passo fosse montar o hambúrguer no balcão, descarregar o camião do supermercado ou ajudar a fazer o inventário. Afinal, quem somos nós para travar o progresso? Só peço que, no fim do turno, me carimbem o ponto”, rematou, com um toque de humor amargo.
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