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Tânia Laranjo não se cala sobre o jovem que matou a mãe: “Onde estava o Estado?”

Após tragédia em Oeiras, Tânia Laranjo faz desabafo: “Não aceito esconder a irresponsabilidade das instituições”

Tânia Laranjo, jornalista da CMTV, fez uma nova reflexão nas redes sociais, abordando a tragédia em que um jovem de 15 anos tirou a vida à própria mãe.

A repórter da Medialivre partilhou um desabafo onde analisa a complexidade do cenário e a inação das instituições competentes que deviam ter protegido o menor.

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“Ela chama-se Gabriela. Morreu. Foi o filho, de 15 anos, que a matou”, começou por escrever a jornalista, revelando a sua dificuldade em tomar uma posição definitiva perante um contexto de grande violência na família: “Não consigo escolher um “lado certo”. Defeito profissional. Gabriela era vítima de violência doméstica, mas havia também denúncias de que era agressora. O filho matou-a. Cometeu um crime. Ponto.”

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O grande foco da reflexão recaiu sobre a atuação das autoridades, com Tânia Laranjo a levantar dúvidas claras sobre a eficácia do sistema estatal. “Mas há uma pergunta que me parece ainda mais incómoda: onde estava o Estado antes de ele a matar? O rapaz tinha 15 anos. Denunciou. Pediu ajuda. Sinalizou que alguma coisa estava errada. E, apesar disso, chegou ao ponto de matar a própria mãe”, questionou.

A jornalista alertou ainda para a facilidade com que a sociedade aponta o dedo ao menor, ignorando o papel de quem devia ter evitado a tragédia de forma atempada. “Depois da tragédia, é fácil encontrar o culpado mais conveniente: o miúdo. Mais difícil é olhar para a máquina que recebeu denúncias, teve informação, tinha instrumentos de intervenção e tinha o dever de proteger uma criança – e perguntar: o que fizeram vocês?”, atirou.

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Para concluir o seu raciocínio, Tânia Laranjo deixou evidente a sua posição sobre a culpa partilhada neste processo, frisando que a condenação do homicídio não invalida a forte crítica ao abandono das autoridades: “Não desculpo o homicídio. Mas também não aceito que a responsabilização do rapaz sirva para esconder a irresponsabilidade dos adultos e das instituições.”

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