Entre fraldas, malas e o choque das notícias que chegavam pela televisão, a profissional de informação recordou o sentimento de proteção maternal.
Tânia Laranjo surpreendeu os seguidores nas plataformas digitais ao publicar uma fotografia de arquivo na qual surge com um visual bastante diferente do atual, exibindo o cabelo moreno. A acompanhar o registo visual, a jornalista da CMTV partilhou uma memória pessoal comovente a propósito da passagem do aniversário dos atentados de 2001 nos Estados Unidos, data que coincide com o nascimento da sua filha.
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“Fizeram 25 anos do 11 de Setembro. Vinte e cinco. A idade da Kika. Eu estava em Aveiro. A Kika tinha meses, o primo tinha três anos e tínhamos avião às sete para uma ilha espanhola. Ao almoço vimos as imagens dos ataques. O mundo estava em choque. Nós também. Mas o nosso choque tinha de caber entre fraldas, leite, roupa e malas“, começou por escrever a comunicadora, descrevendo o contraste entre o impacto do acontecimento global e as exigências da rotina doméstica.
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A jornalista refletiu sobre a forma como a maternidade redefine as angústias do dia a dia perante a incerteza. “Quando se tem filhos, o medo muda: já não se teme apenas o que nos pode acontecer, mas o que pode acontecer a quem depende de nós. E o mundo, naquele dia, parecia subitamente muito mais perigoso. Ainda assim, havia coisas que não podiam esperar. As duas chupetas de cada criança. E os quatro totos da Kika: bocadinhos de pano que ela encostava à pele para dormir. Sem eles, não dormia“, partilhou.
A urgência das tarefas familiares impôs-se perante o cenário de choque generalizado. “Portanto, enquanto o mundo procurava respostas para uma tragédia que ninguém compreendia, nós procurávamos quatro bocados de pano dentro das malas. A História podia estar a mudar, mas uma mãe continuava a ter de encontrar o toto. Os aviões continuaram a voar. E nós fomos“, explicou na sua publicação.
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A terminar o testemunho nostálgico, Tânia Laranjo destacou a passagem do tempo e a intensidade das recordações daquele dia. “A Kika tinha meses. Hoje tem 25 anos. E eu lembro-me do dia em que o mundo inteiro parou. Só que o meu mundo não podia parar. Tinha duas crianças, quatro totos e medo suficiente para uma vida inteira. Cheguei à ilha com os quatro totos. O meu pijama ficou em Aveiro“, rematou.
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