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Três décadas de carreira e um corte radical: Pedro Crispim afasta-se do meio e explica as razões

"Sorrisos ensaiados": Pedro Crispim revela o lado mais hipócrita da televisão e da moda

Numa reflexão sincera sobre as conversas de circunstância e a falsidade dos bastidores, o profissional garantiu que prefere resguardar-se no seu núcleo mais próximo.

Com três décadas de percurso divididas entre as passarelas, a consultoria de imagem e o comentário televisivo, Pedro Crispim decidiu partilhar uma reflexão transparente sobre o ambiente que se vive nos bastidores do pequeno ecrã e da indústria da moda. Através da sua conta oficial no Instagram, o antigo comentador do «Passadeira Vermelha», da SIC Caras, e de vários programas da TVI, assumiu a sua incapacidade de se integrar no circuito social característico deste meio profissional.

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Apesar da dedicação ao trabalho, o stylist admitiu que os anos não diminuíram o sentimento de desajuste perante o meio. “Por mais anos que passem vou sempre sentir-me «peixe fora de água»… Atenção, sou apaixonado por aquilo que faço já fez 30 anos, mas existe qualquer coisa no socializar destas indústrias de moda e televisão que não é para mim. Com a idade não melhorou, só me tornou ainda mais consciente daquilo que me rodeia, do que me acrescenta ou não“, confessou aos seguidores.

O profissional de 46 anos foi ainda mais longe na crítica às relações superficiais que povoam os eventos e produções, apontando o dedo à escassez de verdade e intenções genuínas nas conversas dos colegas de profissão. “Conforme vou ficando mais velho e avanço na vida, também a noção de que o tempo é curto, a energia não é ilimitada, e de que salvo algumas raras exceções, por trás dos sorrisos ensaiados e das conversas de circunstância pouco criativas falta honestidade, autenticidade, intenções construtivas e em muitos casos energia positiva…“, apontou.

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Para proteger o seu equilíbrio pessoal, Pedro Crispim encontrou um método rigoroso de preservação, traçando uma linha clara entre os compromissos de trabalho e a sua privacidade. “Por isso, entrego-me de alma a tudo aquilo que faço; comprometo-me com o projeto em causa, mas quando termino o meu papel, depressa regresso ao meu cantinho e às minhas pessoas. Descobri a fórmula que resulta no meu caso, não forçar, se não me sinto pleno, se não posso ser eu, não é para mim“, concluiu, recordando com nostalgia as origens do seu caminho no ano 2000, quando dava os primeiros passos como modelo com apenas 20 anos.

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