Zidane comenta a bronca de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus
A polémica com Jorge Jesus e a reação do público dividem o país....
Zinédine Zidane quebrou o silêncio na manhã de domingo, 4 de outubro de 2026, sobre a polémica que envolve Cristiano Ronaldo e a Seleção Nacional.
O selecionador de França optou por enaltecer o percurso do avançado do Al Nassr, numa altura em que a sua saída do estágio da equipa das Quinas continua a dar que falar.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
O ex-treinador de Ronaldo no Real Madrid não poupou nos elogios. “Penso que deveríamos, na verdade, saudar a sua grande carreira. Aquilo que ele fez foi excecional”, disse Zidane, antes da conferência de imprensa de antevisão ao jogo da Liga das Nações contra a Bélgica, agendado para segunda-feira, 5 de outubro de 2026.
Leia também: Previsão espiritual alerta para a queda de Catarina Miranda no «Big Brother All Stars»
O técnico lembrou a felicidade de o ter tido sob as suas ordens: “Eu tive a felicidade de poder tê-lo comigo. Ele ajudou-me a conquistar títulos incríveis, por isso, tiro o chapéu ao Cristiano”. Zidane frisou ainda o respeito que nutre pelo jogador: “Eu sempre tive um grande respeito, no geral, por todos os jogadores, mas ainda mais por aqueles com os quais trabalhei, particularmente, o Cristiano, que nos ajudou a vencer muitas coisas”.
Entre 2016 e 2018, período em que Zidane orientou Cristiano Ronaldo na primeira passagem pelo comando técnico do Real Madrid, o internacional português marcou 112 golos e fez 26 assistências em 114 jogos oficiais. Juntos, conquistaram três Ligas dos Campeões, duas Supertaças da Europa, dois Campeonatos do Mundo de Clubes, uma La Liga e uma Supertaça de Espanha.
Leia também: A sombra de Chico da Tina: Produção do «Big Brother All Stars» atende a pedido de Márcia Soares
A saída de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção Nacional aconteceu na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, em Copenhaga, na sequência de um desentendimento com Jorge Jesus.
O craque optou por deixar a concentração após uma conferência de imprensa do selecionador e uma conversa com Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A polémica começou a adensar-se depois de Ronaldo não ter sido utilizado na vitória de Portugal sobre a Noruega, no fim de semana anterior.
Jorge Jesus, por seu lado, já tinha abordado o tema no sábado, 3 de outubro de 2026, no lançamento do jogo contra a Noruega. O selecionador recusou alongar-se em explicações, focando-se na importância da equipa. “O foco tem de ser a seleção nacional, a Noruega, aquilo que queremos fazer bem, que o nosso povo esteja em sintonia com a bandeira e o objetivo”, atirou. Contudo, Jorge Jesus fez questão de sublinhar que “isso não significa ignorar o Cris. É um símbolo da seleção, que isso fique bem claro, depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso”. O técnico admitiu que, apesar da vitória por 4-2 sobre a Dinamarca na quinta-feira, 1 de outubro de 2026, não ficou “superfeliz”, pois “podia estar mais feliz” face à situação.
Cristiano Ronaldo também prometeu esclarecer os motivos da sua decisão. Numa publicação nas redes sociais, o jogador garantiu: “Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da seleção nacional”. O capitão da equipa das Quinas acrescentou: “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei”. Antes de terminar, desejou “boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”.
A saída de Ronaldo gerou reações diversas. Uma sondagem da Pitagórica para a TVI/CNN Portugal, realizada entre 1 e 2 de outubro de 2026, revelou que 42% dos inquiridos dão razão a Jorge Jesus, enquanto apenas 14% apoiam o avançado.
No entanto, figuras próximas do jogador, como a sua mulher Georgina Rodríguez e as irmãs Kátia e Elma Aveiro, manifestaram-lhe apoio nas redes sociais. Bruno Fernandes, colega de equipa, defendeu Ronaldo, afirmando que será sempre “o maior símbolo” da seleção. A FPF, por seu lado, tentou mediar a situação, que levanta agora dúvidas sobre o futuro internacional de Cristiano Ronaldo.