
Sarah Ferguson voltou a pisar solo britânico e não tentou esconder-se das câmaras.
Depois de mais de um ano completamente afastada dos olhares públicos, a antiga duquesa de York, de 67 anos, reapareceu na quinta-feira, 29 de outubro, em Londres. O motivo foi a missa de homenagem a Paddy McNally, magnate do desporto automóvel com quem viveu um romance no início dos anos 80, antes de ingressar na família real.
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A cerimónia decorreu na St Paul’s Church, em Knightsbridge, uma das áreas residenciais e comerciais mais exclusivas a oeste da capital britânica, a escassos metros dos armazéns Harrods. Sarah Ferguson surgiu com um vestido em renda azul, exibindo uma postura descontraída e olhando diretamente para as lentes dos fotógrafos. As imagens foram divulgadas pelo jornal The Daily Mail e registam a primeira aparição de Ferguson no Reino Unido em mais de doze meses.
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Ao seu lado estiveram as duas filhas, a princesa Beatrice, de 38 anos, e a princesa Eugenie, de 36. Ambas mostraram total à-vontade ao serem fotografadas com a mãe, vincando a proximidade que une o trio familiar. As princesas fizeram-se acompanhar pelos maridos, Edoardo Mapelli Mozzi e Jack Brooksbank. Entre a congregação encontravam-se outros nomes da realeza britânica alargada, como Peter Phillips, filho da princesa Ana.
Este adeus a Paddy McNally acabou por tardar. O empresário morreu em julho, aos 88 anos. Quando se realizou o funeral, em agosto, Ferguson optou por não comparecer e fez-se representar pela filha mais velha. Desta vez, fez questão de marcar presença em nome próprio.
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A comparência neste evento confirma que Ferguson regressou em definitivo ao Reino Unido, depois de meses no estrangeiro a recompor-se de uma derrocada pública e pessoal. Em apenas um ano, viu serem-lhe retirados os títulos e perdeu o direito a habitar em Royal Lodge, a herdade em Windsor que partilhava com o ex-marido, Andrew Mountbatten-Windsor. Pelo caminho, várias instituições de solidariedade cancelaram os seus patrocínios e os contratos editoriais de literatura infantil evaporaram-se.
Os registos visuais de Sarah tornaram-se muito raros ao longo deste período de afastamento. Antes desta quinta-feira, a imagem mais recente tinha sido captada em abril, numa estância nos Alpes austríacos. Antes disso, em dezembro, surgiu apenas um vislumbre fugaz no banco de trás de um carro, quando participou no batizado de Athena, a filha mais nova de Beatrice.
Para encontrar a última presença verdadeiramente oficial da mãe das princesas de York, é preciso recuar a setembro de 2025. Na altura, esteve com André e com os restantes membros da monarquia nas exéquias fúnebres da duquesa de Kent, na Catedral de Westminster. Foi a sua derradeira saída antes do escândalo: escassos dias depois, a divulgação de mensagens que expunham a ligação a Jeffrey Epstein deitou por terra a sua reputação pública.
André, por sua vez, continua empenhado na sua própria batalha particular, convencido de que ainda conseguirá limpar o seu nome.