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Adeus à Seleção Nacional: António Leal e Silva reprova leitura de ‘guião’ na saída de Cristiano Ronaldo

"Devia ter falado de coração": António Leal e Silva aponta falhas ao adeus de Cristiano Ronaldo

Para António Leal e Silva, o internacional português é uma verdadeira “instituição nacional” e deveria ter assumido um discurso mais espontâneo e institucional, ao lado da FPF.

O anúncio oficial da saída de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional apanhou o país de surpresa e rapidamente se tornou o tema central do programa «V+ Fama». Na emissão conduzida por Adriano Silva Martins, as reações dividiram-se entre a emoção do momento e algumas críticas à forma como a mensagem foi transmitida aos portugueses, com António Leal e Silva a assumir uma posição bastante contundente sobre o formato escolhido pelo jogador do Al Nassr.

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Embora tenha sublinhado o seu “total reconhecimento” perante a carreira e o talento ímpar do atleta, o comentador considerou que a estratégia de comunicação falhou no essencial. “Acho que realmente o Cristiano Ronaldo está muito, muito mal aconselhado. Não sei quem são os conselheiros dele. Acho que a maneira como ele comunicou ao mundo e a Portugal através de um texto escrito não foi a melhor“, começou por atirar António Leal e Silva, visivelmente insatisfeito com a leitura de um guião durante o vídeo publicado.

Para o comentador, a grandiosidade de CR7 exigia uma postura diferente e mais autêntica: “Ele não representa ele próprio, ele representa Portugal. E a maneira como ele abandona, que está no seu direito, a seleção, não foi a melhor. Ele devia ter falado primeiro, bem, mal, com erros de português, sem erros de português, com mais fluidez (…) devia ter falado de coração“.

Apesar das tentativas de Adriano Silva Martins para justificar a necessidade de um suporte escrito num momento de tanta pressão emocional, o comentador manteve-se firme na sua tese de que “um teleponto não sai de dentro”.

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Outro aspeto reprovado por António Leal e Silva foi o distanciamento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na hora do anúncio.

Na sua ótica, o estatuto do jogador pedia uma cerimónia oficial na capital portuguesa. “Eu acho que o Cristiano é uma instituição nacional e não pode ter um comportamento como se fosse um jogador que tomou uma decisão ali (…) Ele não pode estar numa salinha com um papel na mão a dizer que vai sair da seleção do país que lhe deu tudo”, argumentou, rejeitando a ideia de que o momento solene estivesse condicionado pelas recentes divergências com a equipa técnica. “Sendo uma instituição, a despedida dele devia ser mais institucional“, concluiu.

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