Audiências – Só depois do apito é que a Gala do Big Brother respira. Veja a análise completa!
A emissão de domingo da TVI, marcada pela saída de Vera Cláudia, enfrentou o jogo da Seleção Nacional na RTP1 e a noite da SIC, registando o pico de audiência no segundo bloco e a maior quota de mercado na fase final do programa.

A gala de expulsão do Big Brother All Stars, transmitida pela TVI este domingo, 27 de setembro de 2026, ficou marcada por uma renhida disputa pelas audiências no horário nobre da televisão portuguesa.
Numa noite emotiva que culminou na eliminação de Vera Cláudia, a estação de Queluz de Baixo voltou a fragmentar o formato em três blocos distintos para fazer face a uma concorrência particularmente agressiva, dominada pelo futebol internacional na RTP1 e pela oferta de entretenimento e humor da SIC.
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O primeiro segmento da noite, transmitido sob a chancela genérica “Big Brother All Stars” a partir das 21h40, arrancou num contexto altamente adverso. A ter de medir forças com a fase final do embate entre a Noruega e Portugal para a Liga das Nações na RTP1, transmissão que dominou o prime time com 26,6% de rating e cerca de 2,64 milhões de espectadores, o bloco inicial da TVI registou uma audiência média de 7,4% de rating (731,0 mil espectadores) e 13,6% de share. Durante os cerca de 28 minutos de duração deste arranque, o formato oscilou entre um mínimo de 6,6% e um máximo de 8,7% de rating, atingindo uma quota de share máxima de 17,1% e uma cobertura total de 11,0%. No mesmo período, a SIC contrariou a TVI com o regresso de “Isto É Gozar Com Quem Trabaha”, que fixou 9,9% de rating e 18,5% de share.
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A recuperação do reality show deu-se no segundo bloco, denominado “Big Brother All Stars – Os Invisíveis”, iniciado às 22h08\. Com o apito final do jogo da Seleção, o público migrou gradualmente para a TVI, permitindo a este segmento alcançar o valor médio mais elevado da noite: 8,8% de rating e 18,9% de share, correspondendo a uma média de 872,1 mil espectadores e um alcance de 11,7% do universo televisivo. Neste período, o formato liderou e conseguiu superar a entrevista de “Isto É Gozar Com Quem Trabalha” a Nuno Markl na SIC, que obteve 8,7% de rating e 19,0% de share, bem como o concurso “The Floor” na RTP1, que registou 6,5% de rating e 14,6% de share ao longo da sua emissão alargada.
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Por fim, o terceiro e último bloco, centrado nas sempre decisivas “Nomeações” e na reta final da gala que ditou a saída de Vera Cláudia, arrancou às 23h00 e prolongou-se por cerca de 40 minutos.
Beneficiando do adiantado da hora e do menor consumo absoluto nos canais concorrentes, este segmento registou a maior quota de mercado do programa, alcançando uma média de 20,0% de share e 7,1% de rating (709,5 mil espectadores). Apesar de o rating ter oscilado entre um mínimo de 5,2% (511,5 mil espectadores) e o pico inicial de 7,1%, o share em curva minuto a minuto disparou até ao máximo de 27,1%, demonstrando a fidelidade dos espectadores no late night.
Neste mesmo período de encerramento, a SIC ficou-se pelos 5,9% de rating e 16,1% de share com o especial “Casados à Primeira Vista VII”, enquanto “The Floor” na RTP1 manteve a sua média global de 6,5% de rating.
Em suma, a estratégia de programação da TVI permitiu amortecer o impacto do futebol no arranque da noite e capitalizar o interesse do público à medida que a gala se aproximava do momento determinante da expulsão de Vera Cláudia e do processo de nomeações.
A análise aos dados da CAEM/MediaMonitor revela que, embora o consumo televisivo tenha estado hiperconcentrado na RTP1 na primeira hora do prime time, o Big Brother All Stars conseguiu assegurar a liderança na segunda metade da noite, fechando a emissão com a maior eficiência de share da jornada.
