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Catarina Miranda confronta Sónia Jesus: “Não estava à espera daquela reação”

A relação entre as duas concorrentes estremeceu após a liderança na casa e a discussão dominou a Cadeira Quente.

A Cadeira Quente realizada após a gala de domingo de ‘Big Brother All Stars’ colocou Catarina Miranda e Sónia Jesus frente a frente.

O anfitrião do formato quis perceber o motivo do afastamento entre as duas concorrentes, numa altura em que a recente liderança de Catarina causou danos visíveis na amizade que mantinham no jogo.

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Questionada sobre a razão de se ter sentido traída, Catarina começou por contextualizar a forma como vive as relações dentro da casa, puxando também o nome de Francisco para a conversa: “Eu não estava à espera. Eu tenho um problema, que quando gosto de alguém, gosto mesmo muito dessa pessoa e tento fazer o melhor que consigo. Já esta semana o Francisco não participou na minha liderança. Eu gosto muito dele. Sei que ele não gosta de mim, mas eu gosto dele. Houve uma noite em que ele veio atrás de mim, veio à procura do que eu estava a fazer. O que é certo é que eu estava triste porque às vezes ele faz-me coisas em que fico magoada, fico sentida. As pessoas acham que sou um coração de pedra e não me conhecem. Quando gosto mesmo, fico mesmo sentida”.

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Perante a chamada de atenção do Big Brother para que não dispersasse e se concentrasse na relação com Sónia, Catarina apontou as dificuldades que encontrou nos dias em que comandou a casa: “Fiquei desiludida com a Sónia porque não estava à espera. Tive uma liderança muito complicada porque tinha vários poderes para atribuir”.

O soberano recordou que a concorrente tinha nas mãos o poder máximo, ao que Catarina retorquiu com a pressão sentida: “Um peso absurdo. Cada vez que eu atribuía alguma coisa a alguém, tinha a casa toda a questionar, várias pessoas a virem ter comigo, a cobrarem. E depois dizem que está tudo bem se tiver de atribuir a alguém. Cada vez que atribuía alguma coisa, fosse uma fita ou uma carta de funeral, já era quase uma bomba atómica que ia lançar. Não estava à espera daquela reação dela”. A líder cessante defendeu ainda a festa temática que organizou, garantindo que tudo decorreu de forma pacífica e dentro das regras permitidas pelo programa.

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Confrontada com o facto de ter considerado que a postura de Catarina não passou de teatro, Sónia rejeitou a acusação de deslealdade: “Tenho pena que a Catarina pense que foi uma facada. Não foi uma facada de todo. Estive a apreciar a tua liderança toda a semana, inclusive sentei-me contigo, falámos várias vezes do verde e do vermelho. Aliás, na carta que escrevi disse que para seres um bom líder tens de ter noção de todas as tuas ações, porque isso influencia o ambiente da casa. Quis chamar-te a atenção de vários pontos a semana toda e tu não te mancavas. Estavas tão focada em dares um belo espetáculo, e achas que deste e está tudo certo. Mas eu aqui vou seguir sempre aquilo que sinto. Se te desse verde, ia ser a maior falsa que existia”.

O soberano insistiu para perceber os motivos que levaram à atribuição do voto negativo, lembrando que grande parte do grupo partilhou da mesma opinião de Sónia. A jogadora foi direta na fundamentação: “Não vi a Catarina a fazer nada nesta casa a não ser dar a carta e passar o dia inteiro a falar sobre a carta, sobre o que seria e quem a ia questionar”.

Sónia recusou ainda o argumento de que a quantidade de decisões foi um fardo pesado de carregar para a colega: “Qualquer um daqui que não seja hipócrita queria ter esta liderança cheia de poderes. Mas, para além de ter os poderes, era preciso também gerir toda a restante liderança. Não era focar apenas nos poderes e a quem ia atribuir. A gestão toda que senti da Catarina a semana toda foi mesmo sobre aquilo”.

A fechar a justificação, Sónia reconheceu pontos positivos no empenho da colega com o estudo na prova semanal, mas admitiu o cansaço perante a obsessão pelo jogo das cartas: “O que me levou a dar mesmo o vermelho à Catarina foi que ela não fez mais nada a semana toda a não ser focar-se naquela caixa que estava cheia de cartas. A Catarina chegou a um ponto em que me disse que sentia a nossa relação estranha. Eu disse que estava tudo bem porque já estava cansada. Sempre que tínhamos algum tipo de conversa era para saber o que estava na carta, o que ia atribuir, e a seguir vinha perguntar se vi a reação. Estava ansiosa que terminasse a liderança da Catarina para continuar a ter uma relação com ela e falar de tudo nesta casa”.

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