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De modelo a atriz: Inês Castel-Branco recorda a sua estreia e conta qual era a sua profissão de sonho

O podcast Não Mandas em Mim juntou os atores Inês Castel-Branco e Manuel Moreira e o assunto incidiu sobre a sua longa amizade. A atriz relembrou ainda o convite para a série Uma Aventura da SIC.

A atriz Inês Castel-Branco e o ator Manuel Moreira foram os convidados do mais recente episódio do podcast “Não Mandas em Mim”, conduzido por Inês Lopes Gonçalves.

A amizade e a longa carreira das duas figuras públicas foram os principais temas desta conversa, onde, entre as várias memórias abordadas, Inês Castel-Branco fez uma revelação que pode ser uma autêntica surpresa para alguns fãs e que mudou o percurso da sua vida.

Ao contrário de muitos dos seus colegas e mesmo para espanto da própria, ser atriz nunca foi algo que preenchesse os sonhos de Inês Castel-Branco. “Nunca foi um sonho meu. Queria ser advogada, mas acho que tinha a ver com os filmes de advogados. Aquelas coisas… Exato. Reis do medo. Your Honor”, começou por explicar com muito humor, lembrando, de imediato, a enorme influência do grande amigo Manuel Moreira neste processo que transformou a sua vida.

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Tudo começou com uma proposta feita pela equipa de produção da saudosa série infantil “Uma Aventura”, que a estação de Paço de Arcos exibia na época. Na altura, e apesar de já ter algum reconhecimento pelo seu trabalho no mundo da moda, a atriz não tinha ainda dado o salto para o pequeno ecrã.

“Eu já trabalhava como modelo há não sei quanto tempo, mas os trabalhos de modelo eram mais fotográficos do que outra coisa, porque eu não tinha muita altura para desfiles, portanto era mais fotográfico. Estávamos a gravar uma aventura na Quinta das Lágrimas e havia um episódio que era preciso uma atriz para fazer dois personagens: uma noiva que aparecia na Quinta das Lágrimas e depois uns flashbacks em que a Inês de Castro aparecia a morrer”, recordou.

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Foi neste preciso contexto que a produção sugeriu o nome de Inês Castel-Branco, mas através de um pedido especial a Manuel Moreira. O amigo acabou por ser o elemento que serviu de ponte entre a produção e a modelo. “Eu disse, eu tenho uma amiga que é linda de morrer, chama-se Inês, por acaso, e ela é perfeita para isto. E depois liguei a perguntar: ‘Queres ir para Coimbra daqui a duas horas e gravar amanhã uma cena?”, lembrou o ator. “Eu respondi ‘Está bem, pronto’. Foi assim. Mas olha, no outro dia apanhei naqueles programas de cabo em que repetem as coisas. Tenho tanta vergonha. Ele ótimo, eu péssima”, atirou Inês Castel-Branco.

O rumo da conversa acabou, de forma natural, por ir parar ao longo leque de projetos que a atriz tem somado ao longo de décadas e Inês Lopes Gonçalves, quis saber se a artista lidava bem com o passado. “Eu já fiz desde Pipi das Meias Altas, a cenas nuas, não é? A Pipi das Meias Altas foi um espetáculo que eu fiz por causa do meu filho. Eu já trabalhava como atriz há não sei quanto tempo e eu queria fazer um infantil para o meu filho perceber o que é que eu fazia. E foi perfeito”, assumiu, lembrando, além disso, que nunca poderá esquecer o facto de ter entrado no elenco da popular comédia da TVI “Batanetes”.

Apesar de ser hoje uma das atrizes mais conhecidas pelo público, o longo percurso fez-se sempre com muito “complexo de impostor” e, por consequência, o poder de escolha não apareceu logo de imediato e Inês assumiu de frente esse fator. “Só comecei a tomar decisões sobre a minha vida e sobre a minha carreira… Sobre a minha carreira não, sobre a minha vida sempre tomei. Sobre a minha carreira, só há quatro ou cinco anos, e tenho 44 anos”. De seguida, rematou de forma muito transparente a questão que permite a qualquer profissional tomar as suas decisões: “Isso teve a ver com a independência financeira. Acho que quando tens dinheiro guardado podes dizer que não. Quando não tens, não podes.”

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