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Inês Castel-Branco sem filtros sobre o envelhecimento: “Tenho pena das pessoas que querem parecer jovens”

Numa conversa descontraída com Inês Lopes Gonçalves, a artista assumiu que gosta de ver as suas marcas do tempo. Já Manuel Moreira admitiu que a morte da sua mãe lhe retirou o único filtro que tinha para opinar em público.

A ditadura da imagem, o envelhecimento e a pressão do espaço público foram temas de destaque na passagem de Inês Castel-Branco e Manuel Moreira pelo podcast “Não Mandas em Mim”.

Em conversa com Inês Lopes Gonçalves, a conceituada atriz demarcou-se de forma muito clara da tendência atual que leva dezenas de celebridades a recorrerem a intervenções estéticas para travar a passagem do tempo.

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Assumindo que deixa que “a idade mande na sua cara”, Inês Castel-Branco revelou-se uma verdadeira fã do processo natural de envelhecimento. “Eu acho cada vez mais bonito. Acho a velhice bonita, acho as rugas bonitas. Gosto de ver atrizes com rugas e não só, mulheres no geral e homens. (…) Eu gosto da sensação de ver as pessoas envelhecerem à minha frente, aqueles atores, o Harrison Ford (…) e de repente tipo, ele está tão velhinho, mas está tão fixe”, sublinhou.

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A atriz de 44 anos foi ainda mais contundente ao analisar a obsessão pela juventude eterna. “Sempre que as pessoas retardam isso ou querem parecer jovens, eu tenho pena porque sinto que as pessoas não estão bem na pele delas literalmente”, atirou. Quando questionada sobre os novos procedimentos menos invasivos que prometem não retirar a expressão facial, Inês não hesitou em usar um exemplo de Hollywood para fundamentar a sua posição enquanto profissional da representação: “Hoje em dia já há imensos procedimentos estéticos e invasivos que não te paralisam, dizem as minhas amigas (…). A Nicole Kidman não mexe muito e eu gosto de ver séries com ela e filmes com ela, não podemos ir a extremos, mas quando há gente que faz procedimentos, depois não passa como atores… não passam outro tipo de emoções”.

O peso do escrutínio público também incidiu sobre Manuel Moreira, mas de outra perspetiva. O ator, que esteve mais de um ano como comentador no “Certo e Sabido” (ou formatos similares de comentário matinal), assumiu que acabou por abandonar a função por sentir a pressão de gerar polémica. “O problema muitas vezes do comentariado é que a necessidade de criares semanalmente uma opinião… essa opinião tem que produzir um soundbite que atraia cliques. Mais tarde ou mais cedo, tu vais sempre dizer merda”, confessou, revelando um enorme alívio quando o ciclo terminou.

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Ainda sobre as suas opiniões desassombradas, Manuel confidenciou um detalhe muito íntimo que mudou para sempre a sua forma de interagir com o mundo. O ator revelou que, no passado, o seu único travão antes de dizer um palavrão ou vestir uma roupa ousada era pensar: “o que é que a minha mãe vai achar disto?“. “Desde que a minha mãe morreu, eu sinto-me completamente livre. Ou seja, eu trocaria essa liberdade num segundo, obviamente, por ter a minha mãe comigo, mas sinto que esse era o único filtro que eu tinha e deixei de ter, não tenho. Eu estou-me absolutamente nas tintas se a tia não sei quantas, ou se o gajo da esquina que não conheço de lado nenhum vai ficar a achar que eu sou estúpido”, rematou.

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