‘Ditadura’ no «BB All Stars»?: Kina revela como os protagonistas do reality show esmagam quem tenta sobressair
Kina explica o pesadelo de viver com o grupo dominante do «BB All Stars»
Perante o ‘fracasso’ de nomes como Sandrina Pratas ou Diogo Cunha em ganharem destaque, Kina confessou que se refugiou na cozinha para proteger a sua saúde mental num ambiente hostil.
A dificuldade de sobrevivência e afirmação para quem entra no «Big Brother All Stars» ou adota uma postura mais pacífica foi o grande tema de debate no «Diário» desta quarta-feira. Kina, recém-expulsa do reality show da TVI, marcou presença no estúdio e expôs a rede de alianças e hierarquias que asfixia os adversários.
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O debate começou quando o apresentador Nuno Eiró levantou a questão sobre a aparente incapacidade de vários concorrentes ganharem destaque na edição.
Nomes como Sandrina Pratas, Diogo Cunha e até mesmo David Diamond foram apontados como exemplos de concorrentes que não conseguiram construir a sua própria narrativa no relity show. Foi nesse momento que Kina interveio para justificar este fenómeno com a existência de dinâmicas impenetráveis, criadas pelos concorrentes mais polémicos e instalados desde o primeiro dia.
“É muito difícil, porque a narrativa, quando tu chegas, já está feita. Aquilo tem um escalão já de quem domina o quê, entendeste?“, começou por explicar a ex-concorrente, referindo-se aos grupos de poder que monopolizam o tempo de antena e o enredo.
Segundo a comentadora, os protagonistas iniciais ergueram muros quase impossíveis de transpor. “Dentro da própria casa, eles já fizeram [as narrativas]. Portanto, tem uma barreira, depois tem a segunda barreira, a terceira barreira, até que chega aos que entram. É muito, muito difícil“, detalhou.
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Ao relatar a sua própria vivência, Kina assumiu que a sua dedicação constante à confeção de bolos e doces não foi um acaso, mas sim uma fuga necessária face a um ambiente dominado pelo conflito. “Foi uma casa difícil para se viver (…) Aquilo estava a arder“, sublinhou, recordando até situações extremas em que viu colegas, como Catarina Miranda, abandonarem o confronto e as dinâmicas por não lhes darem sequer espaço para falar.
Sem rodeios, a ex-concorrente confessou que não tinha arcaboiço emocional para os embates constantes e preferiu resguardar-se para aguentar a pressão de estar longe do exterior. “Se eu entrasse igual a eles, eu não ia durar uma semana lá. Mas não ia durar eu, eu ia-me embora. Portanto, eu tive que buscar o meu lugar, aprender a conhecê-los e, sinceramente, foi a melhor coisa que eu fiz“, rematou, justificando a sua postura mais reservada em prol do seu bem-estar psicológico no ‘jogo’ do «Big Brother».