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Em lágrimas, Catarina Miranda revela ferida do passado com o pai: “Nunca me senti boa o suficiente”

A dor oculta de Catarina Miranda: Concorrente confessa carência de aprovação e distância paterna

A concorrente de Almeirim assumiu que a procura pelos holofotes e o carinho dos espetadores nascem da falta de validação paterna nos primeiros anos de vida.

A mais recente dinâmica do «Big Brother All Stars» levou os concorrentes em risco de expulsão a uma viagem emotiva até às suas memórias mais íntimas. Desafiada pelo Big Brother a pegar num telefone para simular um contacto com alguém do seu percurso de vida, Catarina Miranda não hesitou na escolha, embora a voz tenha embargado de imediato. “Se pudesse, ao meu pai“, admitiu a concorrente ribatejana perante o silêncio da casa.

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A residir no estrangeiro há cerca de uma década, a figura paterna deixou marcas na jovem, que lamentou a ausência física e o distanciamento afetivo sentido desde tenra idade. “O meu pai infelizmente vive longe do nosso país há 10 anos e muitas vezes eu gostava de ter o meu pai mais presente. E o meu pai nunca foi um pai muito presente, mesmo quando era mais pequena“, desabafou.

Essa falta de atenção inicial acabou por moldar a personalidade competitiva e a necessidade de reconhecimento que Catarina exibe perante as câmaras.

Sem reservas, a concorrente explicou a origem da sua vontade de brilhar nos ecrãs. “Consigo reconhecer que muitas das vezes que eu careço da aprovação dos outros e é por isso que eu gosto deste meio, gosto dos aplausos, gosto de sentir esta aprovação do público. Vem muito por causa do meu pai, porque o meu pai nunca me deu muita atenção e eu nunca me senti boa o suficiente“, confessou, revelando que tentava sempre fazer mais para ser notada.

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A relação familiar ficou ainda mais fragilizada com as comparações que sentia em casa, o que a levou a refugiar-se noutros pilares. “O meu pai sempre fez muita distinção entre mim e o meu irmão. E eu sempre fui posta um bocadinho de parte“, relatou, lembrando o amparo da mãe e a posterior separação do casal, período em que encontrou estabilidade nas avós, a quem chamou de porto de abrigo essencial na sua existência.

Questionada sobre o que mais ansiaria escutar caso a ligação fosse real, a moradora não conteve a emoção ao projetar um reencontro no encerramento da edição. “Gostava que o meu pai me dissesse que está muito orgulhoso de mim“, admitiu, revelando o desejo de que o progenitor viaje para a gala decisiva e assista à sua prestação: “Gostava que ele viesse à final e que ele me dissesse: ‘vou ver-te à final, vou comprar um bilhete e vou-te ver à final’. Gostava de ouvir que está orgulhoso do meu percurso, da educação que me deu“.

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