Filipa Torrinha aponta hipocrisia a Cristina Ferreira: “Queixa-se disto… e alimenta-se precisamente disto”
Os comentadores do 'Passadeira Vermelha' dividem-se sobre o futuro da apresentadora e a sua responsabilidade.
Cristina Ferreira viu-se no centro da polémica após a falência de uma empresa de calçado com a qual esteve associada.
A apresentadora veio a público esclarecer a situação, mas o tema gerou um aceso debate no ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras, a 2 de setembro de 2026, com os comentadores a dividirem-se sobre a sua responsabilidade e a postura da imprensa.
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Sofia Jardim abriu a discussão com uma perspetiva crítica sobre as associações de figuras públicas. Para a comentadora, Cristina Ferreira “não tendo responsabilidade nenhuma sobre a falência da empresa e vindo justificar, fez muito bem em justificar, mas isto é uma coisa que acontece muito, que ela é uma figura pública, associou o nome dela a uma marca, portanto ela já está, o nome dela já é uma marca, não é? Portanto, associou uma marca e isto é para o bom e para o mau”. Sofia Jardim sublinhou que a apresentadora fez “toda uma publicidade e todo um elevar desta marca que ela fez parte” e, por isso, é “normal que as pessoas associem o nome dela a esta marca, independentemente de já não fazer parte ou fazer parte”. Embora reconheça o esclarecimento de Cristina, Sofia atirou que a apresentadora “tem uma responsabilidade e deveria ser mais criteriosa com quem é que ela se associa”.
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Liliana Campos questionou logo como Cristina Ferreira poderia prever tal desfecho. “Mas como é que ela ia imaginar há não sei há quantos anos?”, perguntou, lembrando que “há tantas boas empresas que acabam por abrir em insolvência”. Sofia Jardim manteve a sua posição, reiterando que “estás a associar a uma marca e é normal que aconteça para o bom e para o mau. O nome dela não ficar logo desassociado a essa marca também tem o seu lado da medalha. Portanto, é para o bom e para o mau”.
Carolina Ortigão, por outro lado, defendeu a apresentadora, acreditando “em absoluto na justificação que ela dá”. Explicou que a empresa em causa comercializava os sapatos de Cristina Ferreira até há cerca de um ano, e a sua falência levou à associação imediata do nome da apresentadora ao problema. A comentadora foi dura com a imprensa, acusando-a de se aproveitar da situação. “O que é triste é que a imprensa imediatamente se aproveita disto para abrir uma caixa”, lamentou Carolina Ortigão, recordando a sua própria reação inicial: “Eu quando li, digo, é lá, Cristina Ferreira e a sua empresa”.
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Carolina Ortigão criticou a forma como as notícias são vendidas. “Eu acho é que é muito feio a forma como se faz, como se quer vender notícias, e é muito feio isso que se faz”, disse, admitindo que ela própria, estando ligada à área, poderia ter agido de forma diferente para verificar os factos. Realçou que Cristina “sentiu-se na necessidade, e muito bem, de vir imediatamente corrigir e dizer, não tenho rigorosamente nada a ver com esta empresa, eu estou totalmente, as minhas empresas correm bem”. Esclareceu ainda que não se tratava de uma fábrica ou loja, mas sim de uma empresa que comercializava a linha de calçado com o nome da apresentadora.
Filipa Torrinha introduziu uma nova camada ao debate, sugerindo uma “espécie de hipocrisia” na postura de Cristina Ferreira. “Não sentem que há uma espécie de hipocrisia aqui, de uma certa ironia? Porque ao mesmo tempo que a Cristina se queixa disto, também se alimenta precisamente disso e faz disto, não é?”, questionou, numa alusão ao facto de a apresentadora também usar a exposição mediática. Liliana Campos concordou, referindo que é “basta experimentar o próprio veneno”.
Filipa Torrinha aprofundou a sua análise, apontando a uma “perspetiva de uma certa vitimização” por parte de Cristina Ferreira. Lembrou que, em situações de crítica, a apresentadora “adota uma postura de vitimização, não é? Fazem-me isto, isto acontece-me, isto é uma cabala, querem destruir-me”. A comentadora chegou a comparar esta atitude à de “Castelo Branco, Alexandre”, pedindo desculpa pela comparação. Filipa Torrinha lamentou a falta de um lado de “assumir uma responsabilidade e de uma consciência de qual é que é o papel dela também na equação”.
Carolina Ortigão, contudo, expressou esperança numa mudança. “Admito e acredito e espero que seja também porque a vida é uma aprendizagem, que para ela isto também seja uma aprendizagem”, afirmou, desejando que Cristina Ferreira aprenda com situações como esta. “Eu acredito que ela, perante, olha, uma situação destas, em que ela própria foi vítima de uma situação que ela própria já terá feito, já terá aos outros, tem quem sabe que faça ponderar para uma outra própria situação futura”, explicou.
Apesar do otimismo de Carolina Ortigão, Filipa Torrinha manifestou “pouca esperança” na capacidade de Cristina Ferreira em mudar a sua postura. Carolina, no entanto, manteve a convicção de que “a Cristina é uma mulher muito inteligente” e que, por isso, tem esperança de que aprenda. Liliana Campos concluiu, dizendo que “acho que é certo, acho que é utópico e tenho mesmo pena”. Sofia Jardim acrescentou que, pelo menos, espera que Cristina Ferreira “vai pensar com que marcas é que se vai associar num futuro, que é para que isto não aconteça da próxima”.