Filipa Torrinha atirou-se à Cristina Ferreira: “A imprensa faz o que a Cristina faz, ou muito parecido”
Apresentadora esclarece falência de empresa e critica "desonestidade" na imprensa, enquanto comentadores do 'Passadeira Vermelha' avaliam a polémica.
Cristina Ferreira veio a público esclarecer as notícias que davam conta da falência das suas lojas online e de uma empresa associada aos seus produtos.
A apresentadora manifestou o seu desagrado, atirando: “gosto pouco de desonestidade e gosto muito menos que tentem arranjar notícias que de alguma forma manchem um bocadinho a minha credibilidade”.
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A apresentadora explicou que a empresa em questão, responsável pelos seus sapatos, era uma “empresa do Norte” com a qual “já não trabalho e não tenho ligação há mais de um ano”. Essa parceria permitia à empresa usar o seu nome nas coleções que Cristina aprovava, mas a relação profissional terminou há mais de doze meses.
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A notícia da falência chegou-lhe na terça-feira, 1 de setembro de 2026, através de um jornalista. Cristina Ferreira foi perentória: “não tenho qualquer tipo de relação, a empresa não [é] minha, a gestão não é minha”. Garantiu ainda que, enquanto teve as suas coleções de sapatos, “tudo correu bem”. Sublinhou que as suas atuais empresas, como a Cristina Collection, Casa Irabi Forever e Gira, ou a parceria com a Spacio para a roupa (cujo site é seu), não têm qualquer ligação à empresa falida. “Não tenho nada a ver com essa empresa, nem com a gestão da empresa que infelizmente foi à falência. Só para que fique esclarecido, não tem nada a ver comigo”, rematou.
O tema foi debatido no programa ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras. Liliana Campos observou que, apesar do esclarecimento claro da apresentadora, “houve sites que fizeram a notícia de forma a colocar no ar a dúvida se seria uma empresa da Cristina ou se seria a empresa da Cristina que tinha aberto insolvência”. A apresentadora do formato lembrou que “Nós sabemos como é que isto funciona para o clickbait” e que, por isso, “é importante a Cristina falar e vir dizer, ou virmos da boca dela realmente o que é que aconteceu, porque já estavam a ligar tudo e continuam, na verdade”.
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Filipa Torrinha concordou que Cristina Ferreira “fez muito bem em esclarecer o que achou necessário”, considerando que o fez “de uma forma muito clara e muito concisa”. A comentadora criticou a “má prática profissional” da imprensa quando esta produz artigos “que não sejam assim tão idóneos e tão corretos”.
No entanto, Filipa Torrinha lançou um olhar crítico sobre a própria apresentadora. “A Cristina é a primeira pessoa a utilizar as mesmas armas ou parecidas (…) que a imprensa quando, por exemplo, anuncia um casamento que não é um casamento (…) para vender um produto”, referiu. Para a comentadora, este “ludibriar, este jogo, este clickbait” pode ser benéfico ou não, e “a imprensa faz o que a Cristina faz ou muito parecido”.
Ainda sobre a imagem de Cristina Ferreira, Filipa Torrinha notou uma diferença na rapidez com que a apresentadora reagiu a esta notícia e a outras polémicas. “A celeridade que observamos aqui em relação a este tema versus o tema da violação é completamente diferente”, apontou. A comentadora concluiu que não acredita que esta notícia “vá estragar a reputação da Cristina Ferreira, porque a Cristina Ferreira faz isso brilhantemente sozinha, infelizmente”, admitindo simpatizar com a apresentadora, mas sem conseguir analisar o caso isoladamente do seu contexto.