O médico destacou o cumprimento do jogador Borja Iglesias ao ex-presidente norte-americano como um exemplo de valores morais e humanismo.
Gustavo Carona utilizou as suas plataformas digitais para partilhar com os seguidores uma reflexão emotiva sobre um dos momentos mais marcantes do Mundial de Futebol. O médico destacou o comportamento do futebolista Borja Iglesias perante Donald Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, classificando o episódio como uma verdadeira demonstração de integridade.
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“Este é o melhor momento do mundial. Prometeu e cumpriu. O jogador Borja Iglesias cumprimenta “em esforço” Trump, com desprezo total sem sequer olhar para ele, com o condimento de ter o presidente da FIFA, Infantino, a contemplar esta poderosa imagem, bem de perto“, começou por destacar o profissional de saúde.
Na sua publicação, Gustavo Carona defendeu que a ética deve sobrepor-se a qualquer conquista no relvado. “As pessoas valem acima de tudo pelos valores morais, pela luta pelo certo e o errado, pelo humanismo que carregam nos seus grandes e pequenos actos… só depois é que vem o sucesso desportivo ou profissional… muito depois“, sustentou.
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O médico aproveitou o momento para tecer duras críticas às atitudes do político norte-americano e ao impacto das suas decisões no torneio. “Da política dos EUA, à geopolítica mundial, os motivos para repugnar as acções de Trump são maiores do que uma lista telefónica. Mas para quem não está atento a nada disso (sem qualquer julgamento), viu, também no futebol, a imoralidade grotesca de Trump ao assumir em voz alta que corrompeu o presidente da FIFA para despenalizar o jogador dos EUA no jogo contra a Bélgica. Já nem tem vergonha de dizer que o faz ‘Sim, liguei ao presidente da FIFA, para despenalizar um cartão vermelho’ … e a Bélgica ficou quase sozinha a protestar contra esta acção que no limite, prejudica todos os actores do futebol, porque descredibilizar um desporto, é atacar todos que fazem parte deste desporto, dos jogadores aos adeptos“, apontou.
Gustavo Carona relembrou ainda outros episódios controversos ocorridos nos bastidores da competição. “O que os EUA fizeram ao Irão ao obrigá-los a ficar no México e a quase não dormir antes dos jogos é muito feio. O que fizeram ao árbitro Somali, um dos mais conceituados árbitros africanos, que foi barrado e mandado embora dos EUA e do mundial, por causa das políticas de Trump… é mau demais… Mas como todos gostamos tanto de futebol… a bola continua a girar… e o mundo inteiro… continua a bater palmas“, lamentou.
A fechar a sua reflexão, o médico enalteceu a coragem do desportista e deixou uma palavra de incentivo às causas nobres. “Mas ainda há heróis. Borja Iglesias e o momento que protagoniza de resistência pacífica contra a corrupção e o autoritarismo de Trump, devia ser o herói mais celebrado por todos os rapazes e raparigas, homens e mulheres, em todo o mundo, porque muito mais importante do que um golo duma vitória é a luta por um mundo melhor. Por todas as crianças pelo mundo fora que veneram Messi, Ronaldo, Mbappe, Haaland, Bellingham, Dembele, Harry Kane, etc, etc… mas lutam para sobreviver: Obrigado Borja Sainz e a todos que lutam pelo que está certo. Ainda há heróis“, rematou.
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