A apresentadora da TVI partilhou os pormenores do período em que colaborou diretamente com a artista norte-americana na produção de uma longa-metragem.
A recente morte de Dolly Parton, aos 80 anos, na sequência de uma breve luta contra o cancro, motivou homenagens por todo o mundo e levou Iva Domingues a partilhar um episódio marcante do seu percurso pessoal e profissional além-fronteiras.
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A apresentadora da TVI, que residiu nos Estados Unidos para acompanhar a formação académica da filha na área de realização de cinema, recordou o período em que integrou a equipa de uma produtora cinematográfica em solo americano e privou de perto com grandes nomes da indústria.
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Iva Domingues explicou a conjuntura que proporcionou este contacto direto com a artista e com a atriz Jennifer Aniston: “Agora sim, já posso falar da Dolly. Conheci-a e trabalhei com ela, quando estive nos Estados Unidos. Foram poucos dias, mas marcaram-me profundamente. Na altura, trabalhava em Project Development, numa produtora de cinema e fui eu quem recebeu o guião de «Dumplin» («Miss XL» em português) e o levou para produção”.A história em causa colocava em evidência temáticas sociais que tocaram de imediato a equipa, abordando os “padrões de beleza, corpo, autoestima e body shaming“, assumidos pela comunicadora como uma realidade “tantas vezes silenciosa, com que ensinamos as mulheres a sentirem-se insuficientes“.
Ao recordar a convivência com o elenco, Iva Domingues teceu elogios rasgados a Jennifer Aniston, descrevendo a atriz como “maravilhosa, exatamente como sempre a tinha imaginado: muito inteligente, com um sentido de humor muito próprio, uma graça natural, simpática e de um trato muito fácil“.
Contudo, a ligação a Dolly Parton revelou uma dimensão humana que superou qualquer expectativa inicial: “Mas a Dolly era outra fruta. No início do projeto, a Dolly iria apenas ter a autoria da banda sonora (…) mas acabou por se envolver, de alma e coração, em todo o filme. Aprendi mais na convivência com a Dolly, em alguns dias, do que em muitos anos de vida; pela maneira como tratava as pessoas, pela generosidade, pelo humor, pela inteligência e por ser, de uma forma tão genuína, feminista“.
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A apresentadora rematou o tributo enaltecendo o papel pioneiro da intérprete na valorização feminina e expressando a gratidão por ter cruzado caminho com a cantora: “Uma verdadeira girl’s girl! Uma mulher que abriu portas para outras mulheres, que acreditou nelas e que nunca precisou de pedir desculpa por ocupar espaço. Há pessoas que são de outra dimensão. A Dolly era. Que privilégio tê-la conhecido! Agora é feita do pó das estrelas. Na verdade, sempre foi“.