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Sara Carbonero e o retrato da superação: “Serei sempre uma paciente oncológica”

"Viver é urgente": A jornalista surge deslumbrante e assume marcas da sua luta contra a doença

Depois de enfrentar um internamento hospitalar de urgência e a morte da mãe, a comunicadora transmitiu uma mensagem de superação aos seguidores.

Sara Carbonero recorreu ao seu perfil no Instagram para partilhar um momento de profunda reflexão e autoaceitação com os seus 3,6 milhões de seguidores. Numa fotografia captada num areal de Cádis, a comunicadora surge a exibir com naturalidade as marcas deixadas pelas cirurgias na zona abdominal, fruto de um historial clínico complexo que teve início em 2019 com o diagnóstico de cancro dos ovários.

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Na legenda da publicação, deixou uma frase marcante: “Que alívio quando deixamos de ser só o que nos aconteceu“.

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A partilha motivou uma vaga calorosa de solidariedade, recolhendo elogios e manifestações de carinho por parte de amigos e colegas. A atriz Paula Echevarría comentou “Adoro-te tanto, amiga“, enquanto a empresária Raquel Perera fez questão de sublinhar “Admiro tudo o que és“. Também Georgina Rodríguez comentou: “❤️”, juntando-se a mensagens assinadas por nomes como Paz Vega, Paloma Cuevas, Ariadne Artiles, Marisa Jara, Anabel Pantoja e Martha Carceller.

Aos 42 anos, a profissional natural de Toledo atravessou meses particularmente dolorosos. O arranque de 2026 ficou marcado por uma ida às urgências hospitalares em Lanzarote motivada por intensas dores abdominais, que culminou numa intervenção cirúrgica e num internamento prolongado de 11 dias e, mais tarde, a 12 de abril, a jornalista enfrentou a dura perda da mãe, falecida em Corral de Almaguer vítima de doença prolongada.

Por ocasião do seu aniversário, a 3 de fevereiro, Sara Carbonero já havia feito um balanço emotivo desta sucessão de contratempos pessoais: “Fechei 2025 com uma lista pequenina de desejos, mas a vida tinha outros planos. Tem sido duro. Ainda o é, embora já veja os raios de sol entre tanta nuvem escura. Há apenas um mês entrei num bloco operatório cheia de incerteza e, na altura, teria assinado para poder estar como estou hoje. Já não dói. O medo deu lugar à gratidão, à serenidade e à calma. Como disse numa ocasião, não gosto de romantizar os problemas de saúde, oxalá ninguém tivesse de passar por eles, mas se há algo positivo é apercebermo-nos da quantidade de pessoas que gostam de nós e que se preocupam connosco“.

A intervenção cirúrgica de 2019 deixou-lhe uma marca visível que se estende do abdómen até à zona inferior do umbigo, à qual se somou uma nova operação de urgência em 2022.

Na altura dessa segunda recuperação, a jornalista assumiu a relação pacífica que construiu com a sua imagem: “Olho-me ao espelho e gosto do que vejo enquanto abraço a imperfeição. O meu corpo é outra forma de recordar o caminho. O tempo e as suas costuras. Não tenho qualquer problema em continuar a colecionar marcas que contem histórias com final feliz“.

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Distinguida em junho com a Medalha de Ouro de Castela-La Mancha pelo seu percurso na imprensa desportiva, a comunicadora falou sobre a sua transformação interior numa entrevista concedida ao diário EL PAÍS: “Na sequência de me ter acontecido isto, a muitas amigas à minha volta a vida mudou muito. Uma estava a divorciar-se, a outra tinha um dilema de não sei quê. Como viam o que eu estava a passar, o meu cancro estimulou-as a seguir em frente, a viver ao máximo. E, nesse sentido, alegra-me ter servido de exemplo a muitas pessoas. Aprendi, como dizia Pau Donés, que viver é urgente e levei isso à prática literalmente“.

A primeira abordagem pública e desinibida sobre o cancro apenas ocorreu no final de 2024, durante um evento de angariação de fundos solidário, momento em que não susteve o pranto ao verbalizar a sua condição: “Cancro, uma palavra da qual fugi durante anos. Não gosto de fazer referência porque acreditava que, se não a nomeasse, não seria uma realidade. Custou-me tempo aceitar que isto é uma corrida de fundo, que serei sempre uma paciente oncológica e que conviverei com a incerteza, aprendi a abraçá-la“.

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