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Lara Franco Gomes recorda violência psicológica vivida durante “relação tóxica”

"Tive um namorado tóxico que...": Laura Franco Gomes reage a crítica ao seu corpo e revela passado doloroso

A criadora de conteúdos e mulher do radialista Rodrigo Gomes recebeu um comentário depreciativo sobre o seu umbigo e fez uma reflexão profunda nas redes sociais.

Lara Franco Gomes usou as suas redes sociais para partilhar um desabafo íntimo com os seguidores onde, a criadora de conteúdos e mulher do radialista Rodrigo Gomes foi alvo de um comentário depreciativo focado na sua imagem física, em particular no seu umbigo, o que a levou a recordar um período doloroso da sua juventude marcado pela alegada violência psicológica.

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Na publicação, a influenciadora expôs a relação tóxica que viveu no passado e os episódios de intimidação de que foi vítima. “Vou contar-vos uma história. Quando era miúda tive um namorado muito tóxico que, entre outras coisas, me fechava nua em sítios para eu «refletir» sobre o quão feia era. Só saía depois de enumerar dez coisas feias no meu corpo e dez na minha cara. Aprendi cedo a procurar defeitos em mim. E aprendi tão bem que ainda hoje sei os meus todos de cor“, revelou.

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A exposição continuada a essas agressões verbais e emocionais deixou marcas profundas na sua vida adulta. “Às vezes penso se o meu pânico de me sentir presa não terá alguma coisa a ver com estas histórias. Não sei… mas há coisas que ficam muito para trás na nossa vida e talvez não fiquem assim tão para trás dentro de nós. Isto tudo para chegar ao meu umbigo“, confessou.

Apesar de reconhecer que a zona do corpo em causa já passou por transformações associadas a um piercing, a duas gravidezes e a uma hérnia, Lara Franco Gomes explicou que recusa esconder-se. “Já o escondi e não vou fingir que hoje o adoro. Não adoro. Mas uma das coisas boas de ficar mais velha é sentir-me cada vez mais livre na minha pele. Continuo a cuidar de mim, a querer melhorar o que posso e a ter inseguranças. Só já não sinto que tenha de esconder tudo aquilo de que não gosto. E este comentário fez-me pensar. Não no meu umbigo. Esse conheço eu bem e tenho espelhos em casa“, frisou.

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A criadora de conteúdos aproveitou a ocasião para apelar à empatia e alertar para as consequências de apontar falhas nos outros. “Fez-me pensar que provavelmente quase todos temos uma coisa em nós que esperamos, lá no fundo, que os outros não vejam tanto como nós vemos. Pode ser uma barriga, um nariz, uma cicatriz, umas pernas, um umbigo. Pode nem sequer ser físico. Às vezes já fizemos as pazes com isso. Outras ainda estamos a tentar. E há dias em que basta muito pouco para voltarmos exatamente ao sítio de onde demorámos tanto tempo a sair. Talvez por isso me custe perceber esta necessidade de apontar“, desabafou.

A mulher do comunicador rematou a reflexão sublinhando a responsabilidade que cada pessoa tem no espaço público e digital. “Não porque não possamos reparar. Reparamos, somos humanos, mas há uma diferença enorme entre ver uma fragilidade e sentir necessidade de lhe tocar. E para quê? Não nos torna mais bonitos, mais interessantes ou mais inteligentes. Não melhora absolutamente nada em nós. Só deixa alguém um bocadinho pior do que o encontrámos. E, no meio de tanta coisa que não conseguimos controlar na vida, esta conseguimos: Podemos escolher não ser a razão pela qual alguém chega a casa e gosta um bocadinho menos de si“, concluiu.

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