O galardão foi entregue pela dupla de atores Maria João Bastos e Filipe Vargas, reconhecendo o percurso sólido e diversificado da jovem no panorama cultural português.
A XXX Gala dos Globos de Ouro, transmitida pela SIC a partir do emblemático Coliseu dos Recreios, consagrou Madalena Almeida com o prémio de Melhor Atriz de Teatro. Aos 29 anos, a artista viu o seu talento reconhecido pela elogiada interpretação na peça «Todos os Pássaros», encenada por Álvaro Correia a partir do texto original do dramaturgo libanês Wajdi Mouawad.
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O anúncio do galardão coube à dupla de atores Maria João Bastos e Filipe Vargas, que protagonizou um momento bem-humorado antes de revelar a grande vencedora. “Ainda bem que vieste apresentar isto comigo, porque eu estou um bocado nervoso“, confessou Filipe Vargas, elogiando a experiência da colega na condução da cerimónia.
Por sua vez, Maria João Bastos fez questão de enaltecer a essência da arte de representar ao vivo: “Nós sabemos que um papel pode começar no texto. Mas naquilo em que ele se transforma depende de quem o leva ao palco“.
Madalena Almeida destacou-se numa categoria que contava também com as nomeações de Alexandra Lencastre, Maria Rueff, Mónica Garnel e Sílvia Filipe.
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A conquista deste troféu coroa um trajeto marcado pela dedicação e consistência pois, ma infância, Madalena sonhava ser bióloga marinha ou cavaleira, mas foi o ballet que a encaminhou de forma inesperada para o grupo de teatro da escola.
O prazer de criar e apresentar espetáculos caseiros levou-a a realizar audições para a Escola Profissional de Teatro de Cascais logo após terminar o 9.º ano. Posteriormente, ingressou na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, momento que coincidiu com a sua estreia na televisão, na novela «Santa Bárbara», e no cinema, com a longa-metragem «Ramiro», de Manuel Mozos.
Desde essa altura, o seu trajeto tem sido pautado por presenças assíduas no pequeno ecrã e nos palcos nacionais. Na televisão, integrou elencos de diversas novelas, como «Amor Maior», «A Herdeira», «Alma e Coração», «Golpe de Sorte» e «Páginas da Vida», além de brilhar em séries de sucesso como «Pôr do Sol» e «Praxx» – projeto que já lhe tinha valido uma nomeação para os Globos de Ouro em 2023.
A sétima arte também tem pontuado a sua carreira de forma notável, com natural destaque para a participação em «Mal Viver», de João Canijo, obra distinguida com o Urso de Prata no Festival Internacional de Cinema de Berlim.
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Apesar do sucesso consolidado nas câmaras, o teatro mantém-se como a sua grande paixão. Uma dedicação tão profunda que a impulsionou a fundar, em 2022, a companhia Urso Pardo, juntamente com os colegas de profissão Cláudia Teixeira, David Esteves, Miguel Graça e Pedro Caeiro, onde se destacou na estreia da peça «Killer Joe».
Com uma carreira discreta mas firmemente alicerçada no trabalho contínuo, a subida ao palco do Coliseu dos Recreios para receber o seu primeiro Globo de Ouro reafirma, sem margem para dúvidas, o seu lugar de eleição no panorama da representação em Portugal.