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Maria Sampaio explica, em lágrimas, o fim do casamento: “Se o homem não cuida da mulher, há um desequilíbrio”

Cláudio Ramos questionou o "porquê" do fim. Maria foi clara: a instabilidade hormonal, o trabalho e a falta de "colo" para a mulher criaram um fosso insuperável. "Foi muito difícil".

Foi uma conversa dura, honesta e sem filtros. Maria Sampaio sentou-se frente a Cláudio Ramos no Dois às 10 para abordar, pela primeira vez com detalhe, o fim do seu casamento com Gonçalo Cabral.

A atriz e comentadora, que sempre partilhou momentos felizes nas redes sociais, revelou que os bastidores da relação já tinham “altos e baixos” há muito tempo, desmistificando a ideia de “casal perfeito” que os fãs tinham.

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Maria começou por explicar a sua resistência em terminar, citando a educação tradicional que recebeu. “O meu pai diz uma frase que é: ‘trocar de homem é trocar de problema’. O problema mantém-se”, partilhou, referindo-se ao exemplo de resiliência dos pais, casados há mais de 60 anos. No entanto, a realidade do seu casamento acabou por ditar um desfecho diferente.

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O ponto de rutura parece ter-se acentuado com a chegada da filha, Caetana, e a exigente gestão da maternidade aliada à vida profissional. Maria Sampaio recordou que amamentou durante dois anos e que passou esse tempo “sem dormir”, voltando ao trabalho (novelas) apenas um mês após o parto.

Foi aqui que a atriz identificou a falha na dinâmica do casal. “Se o homem não põe a mulher em prioridade, não quer cuidar da mulher, e fica também só focado no filho, ou só é pai quando a mãe não está, há um desequilíbrio”, desabafou.

Para Maria, a sociedade atual exige que a mulher seja “super-heroína” sem a “aldeia” de antigamente, e o parceiro tem um papel fundamental que, por vezes, falha. “A mulher precisa mesmo [de apoio]… Tive hormonas que dão instabilidade. E se o homem não tem maturidade de perceber isso…”, lamentou, sublinhando que não se trata de um ataque pessoal a Gonçalo, mas uma crítica a um sistema onde muitas vezes a mulher fica esquecida em prol da mãe.

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Apesar da dor visível, Maria confessou que a decisão foi “muito, muito difícil”, a atriz realçou a importância da sua independência financeira. “Sou uma pessoa feminista… imagino o que é um divórcio quando a mulher depende do homem. Por isso é que muitos não existem”, concluiu, grata por ter a liberdade de escolher o seu caminho, mesmo que este seja doloroso.

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