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Miguel Bravo condenado por abuso de menores: Miguel Cristovinho arrasa decisão do tribunal

"Não há justiça neste país": Miguel Cristovinho revoltado com pena suspensa de Miguel Bravo

O membro da banda D.A.M.A. recorreu às redes sociais para criticar duramente a decisão judicial e exigir cadeia para abusadores.

Miguel Bravo, ex-concorrente do programa de televisão “Got Talent Portugal”, foi condenado a uma pena suspensa de quatro anos e meio pelos crimes de abuso sexual de uma criança menor de 12 anos e pornografia infantil. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Évora, na sequência da confissão dos factos por parte do arguido perante o juiz e, para além de não cumprir pena de prisão efetiva, o condenado terá de pagar uma indemnização estipulada no valor de 500 euros à vítima.

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O desfecho judicial gerou uma onda de perplexidade e indignação, que rapidamente se estendeu ao espaço público pois, Miguel Cristovinho, conhecido membro dos D.A.M.A, não ficou indiferente à notícia e fez questão de expor a sua revolta nas redes sociais, dirigindo duras críticas à forma como o sistema penal lida com agressores sexuais.

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Numa publicação contundente, o músico confrontou os especialistas que justificam este tipo de sentenças. “Aos pseudo magistrados, académicos e criminologistas defensores das famosas penas suspensas: se fosse com os vossos filhos seguramente paravam de uma vez com essa conversa de que a prisão efetiva nem sempre reduz a reincidência ou que o objetivo da justiça não é apenas punir“, escreveu. Revoltado com a brandura da decisão, Miguel Cristovinho não poupou nas palavras: “Assassinos, violadores, pedófilos, abusadores e agressores sexuais culpados têm de ir para a cadeia, prisão efetiva – ponto final. É vergonhoso, não há justiça para as vítimas neste país“.

Horas mais tarde, o artista voltou a pronunciar-se sobre o mediatismo do caso e o estado da justiça em Portugal, alertando para os perigos do descrédito nas instituições. “Como aparentemente não há pessoas sensatas importadas com isto, quando vierem os aproveitadores admiram-se que a malta se deixe aproveitar“, concluiu o cantor, deixando clara a sua apreensão com o impacto social da impunidade.

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