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“O Goucha ganhava com facilidade”: Cristina Ferreira revela pormenores do novo concurso da TVI

"Gosto desse tipo de desafio": Cristina Ferreira assume a condução de «A Roda da Sorte» na TVI

Entre viagens a Espanha e Inglaterra para estudar adaptações internacionais, a diretora de entretenimento afasta comparações com o passado e prescinde de assistente em estúdio.

Cristina Ferreira prepara-se para assumir a faixa horária das 19 horas na antena da TVI, encabeçando o regresso de «A Roda da Sorte» aos ecrãs nacionais. A aposta visa reconquistar a preferência do público ao final da tarde através de um conceito que marcou gerações, surgindo agora modernizado e com alterações significativas na sua dinâmica habitual.

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A apresentadora sublinhou o entusiasmo com a chegada do projeto à grelha televisiva. “Nós andávamos há muito tempo à procura de um concurso“, explicou a comunicadora, frisando a relevância internacional do projeto: “Vai ser incrível. Vamos estar todos entusiasmados às sete com a Roda da Sorte. É um dos concursos de maior sucesso de sempre da televisão mundial. Há 23 países que o têm no ar neste momento. Há países onde a Roda da Sorte está há vinte anos consecutivos no ar. Nasceu antes de mim, em 1975“.

Apesar da memória coletiva em redor da condução histórica de Herman José na televisão portuguesa, a apresentadora optou por não revisitar registos arquivados para conceber uma identidade própria. “Deixei na minha cabeça, enquanto espetadora, aquilo que nós todos vivemos. A Roda da Sorte vive muito de quem o apresenta, do diálogo com os concorrentes, da dinâmica. Fui ver o espanhol ao vivo, estivemos em Manchester também e é completamente diferente. Cada país faz um bocadinho consoante o seu público e a pessoa que o apresenta“, contextualizou.

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Cristina Ferreira destacou ainda a particularidade de conduzir um espaço habitualmente entregue a rostos masculinos pelo mundo. “É muito curioso que ao longo destes 50 anos só esteja uma mulher na África do Sul a apresentar e uma brasileira. E foi nos últimos tempos sempre um concurso que foi entregue aos homens e eu gosto desse tipo de desafio. E como não há duas sem três, aí vou eu“, sustentou, confirmando também que dispensará a companhia da clássica figura de assistente de palco: “Vou estar sozinha, mas nunca se sabe“.

Questionada sobre a hipótese de receber colegas da estação no cenário, Cristina Ferreira não descartou edições especiais com nomes familiares da audiência. “O Goucha não ia porque ele sabe tudo e ganhava com facilidade. É provável que haja oportunidade também de algumas caras conhecidas passarem pelo próprio programa. E uma vez que o Herman o apresentou, tinha muita graça, por exemplo, ele ser um dos concorrentes. Acho que ele gostaria de voltar também a um palco que lhe foi tão feliz“, partilhou.

A apresentadora esclareceu ainda o planeamento inicial que envolvia o «Big Brother All Stars», confirmando que esteve em cima da mesa uma divisão de ecrã com Maria Botelho Moniz. “Estou à espera que o Big Brother All Stars seja um grande sucesso, o elenco é extraordinário. A Maria já nos tinha dito que era o programa que ela gostaria de apresentar, aqui com a possibilidade de eu fazer o concurso, ainda pensámos em dividir por duas temporadas, tal como saiu na imprensa, em que eu apresentaria uma parte e a Maria outra, mas chegámos à conclusão que como já tínhamos a possibilidade do concurso, eu ficar com ele e a Maria com o All Stars e está muito bem entregue“, concluiu.

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