CMTV é acusada de “hipocrisia” após reportagem sobre casinos ilegais. Saiba o motivo!
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A peça jornalística sobre esquemas nas redes sociais motivou duras críticas nas redes sociais da jornalista Tânia Laranjo, visando rostos da própria estação.
A emissão de uma investigação jornalística da CMTV dedicada aos ganhos de criadores de conteúdos digitais com plataformas de jogo não regulamentadas desencadeou uma vaga de protestos nas redes sociais. Sob o mote de uma apuração em que a equipa do canal foi aliciada com documentos falsificados para simular lucros astronómicos, a iniciativa acabou por colocar o próprio canal sob fogo cruzado, com várias pessoas a apontarem incoerência.
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O debate instalou-se na página oficial de Tânia Laranjo no Instagram, onde dezenas de mensagens acusaram o canal de ignorar condutas idênticas praticadas por figuras do seu próprio elenco, destacando o caso de Rui Figueiredo, atual comentador do «Noite das Estrelas» e antigo habitante da casa do «Big Brother». “Quando comecei a falar disto nunca ninguém quis saber! Fui à guerra e levei porrada por todo o lado! Aliás, Tânia Laranjo, pode começar pelos seus colegas aí na empresa para quem você trabalha!“, alertou um dos seguidores da jornalista de investigação.
Perante a questão colocada pela profissional noutro comentário semelhante – que indagou “quem?” -, outros utilizadores detalharam as acusações, envolvendo o comentador e a mulher, Jéssica Antunes: “Esses já foram descartados… Já fizeram a fortuna que queriam e já foi lavado… Já se deixaram disso, né… Jéssica Antunes e o marido Rui Figueiredo são uns deles… e esses fizeram fortuna com casinos devido aos seguidores… ganhavam por story, com os depósitos e perdas desses seguidores que entrassem pelos links deles. E mais, a maior parte dos concorrentes de reality shows o fazem“.
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A indignação dos telespetadores estendeu-se à saturação de publicidade comercial a casas de apostas autorizadas transmitida nos intervalos do canal: “Se o casino estiver legalizado em Portugal já não é problema, porque desconta para o Estado… hipocrisia. Qualquer canal televisivo passa no mínimo 5 anúncios de casinos no intervalo, mas como têm licença para operar em Portugal ninguém fala disso. Qualquer casino pode levar ao vício (…) nas redes sociais eu posso só não seguir, mas na TV tenho de ver em um intervalo de 15 minutos“.
Outras menções apontaram comportamentos idênticos noutros nomes do universo televisivo: “O que se passa nos stories por exemplo da Liliana do SS e do Fábio Pereira todos os dias é à descarada. E ninguém faz nada! É dinheiro fácil, sim, para quem não quer trabalhar!“.
Esta polémica em redor das divulgações fraudulentas ganha ainda mais peso perante o testemunho recente de Sandrina Pratas pois, a alentejana confessou que aceitou quantias avultadas para promover plataformas não licenciadas, justificando a decisão com as dificuldades económicas vividas após a saída do programa da TVI.
A cabeleireira revelou que chegou a faturar milhares de euros em esquemas idênticos aos denunciados na reportagem, acabando por abandonar a prática apenas quando compreendeu a gravidade do esquema e as perdas financeiras impostas a quem confiava nas suas partilhas.
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